O apresentador Cyro Robson, conhecido como Papinha, publicou um esclarecimento nas redes sociais na tarde desta quarta-feira (17) após a repercussão de uma declaração sobre o atentado contra o vereador Cabo Deyvison (PL), em Mossoró.

Papinha negou qualquer apoio a facções criminosas e afirmou que o comentário feito durante o programa Balanço Geral RN foi interpretado de forma equivocada. Segundo o comunicador, a declaração tinha o objetivo de alertar sobre os riscos de expor outras pessoas a situações de perigo.

A manifestação ocorreu após o trecho em que Papinha disse “quer morrer, morra só” circular nas redes sociais e provocar uma reação pública de Cabo Deyvison e da equipe do parlamentar.

No esclarecimento, Papinha classificou como absurda a interpretação de que estaria defendendo organizações criminosas.

“Eu quero esclarecer uma fala minha que gerou interpretações equivocadas nas redes sociais. Em primeiro lugar, jamais estive, não estou e nunca estarei do lado de facções criminosas. Essa foi uma das interpretações mais absurdas que fizeram do meu comentário”, declarou.

O apresentador afirmou que sempre defendeu a segurança pública, o trabalho das forças policiais e o enfrentamento ao crime organizado.

“Sempre defendi a segurança pública, o cidadão de bem, o trabalho das forças policiais e o combate ao crime organizado”, disse.

Apresentador explica declaração

Papinha também negou que tenha desejado a morte do vereador ou sugerido que Cabo Deyvison deveria morrer sozinho.

“Também não quis dizer que o vereador Cabo Deyvison deveria morrer sozinho ou algo parecido. A minha fala foi no sentido de alertar para o risco de expor outras pessoas a situações de perigo”, explicou.

Segundo o apresentador, gravações realizadas em locais públicos e de grande circulação podem deixar pessoas sem relação com o episódio expostas a eventuais ações criminosas.

“Quando vídeos são gravados em locais públicos e de grande circulação, como unidades de saúde ou escolas, eventuais ações criminosas podem atingir pessoas que não têm qualquer relação com o caso”, afirmou.

Papinha reconheceu o papel fiscalizador do vereador e disse respeitar a atuação do parlamentar na cobrança por segurança pública e no enfrentamento às organizações criminosas.

“Entendo e respeito o papel do vereador na fiscalização, na cobrança por segurança e no enfrentamento às organizações criminosas. Assim como nós, da imprensa, também mostramos problemas e cobramos soluções”, declarou.

O comunicador acrescentou, porém, que essas atividades devem ser realizadas com responsabilidade e preocupação com a preservação de vidas.

“Mas acredito que tudo isso deve ser feito com responsabilidade e com a preocupação de preservar vidas”, completou.

Ao final do esclarecimento, Papinha manifestou solidariedade a Cabo Deyvison, à equipe do parlamentar e à família de Alyson Dyego de Oliveira Morais, assessor e cinegrafista morto no atentado.

“Minha solidariedade ao vereador Cabo Deyvison, à sua equipe e, especialmente, à família de Alyson Dyego. Os únicos responsáveis por esse crime são aqueles que o cometeram”, afirmou.

Confira a declaração:

 

Entenda a polêmica

A controvérsia começou após Papinha comentar as transmissões ao vivo realizadas pelo vereador em Mossoró. Durante o programa, o apresentador recomendou que Cabo Deyvison fizesse as gravações sem o auxílio de outras pessoas.

“Faça sua live sozinho. Pega o telefone, a gente faz live só. Faça sozinho. Bota mais ninguém para filmar, não. Quer morrer, morra só”, declarou.

A fala provocou críticas nas redes sociais e levou Cabo Deyvison a cobrar respeito à memória de Alyson Dyego e aos familiares da vítima.

“Eu peço ao senhor que respeite a memória da vítima, que respeite seus familiares e que se solidarize, em vez de apontar o dedo e dizer que eu quero morrer e quero levar mais alguém”, rebateu o vereador.

A equipe do parlamentar também divulgou uma nota de repúdio, na qual classificou a declaração como insensível e afirmou que o comentário desrespeitou a memória do assessor morto.

Atentado em Mossoró

O atentado ocorreu na noite de segunda-feira (15), em frente à Unidade de Pronto Atendimento do Alto de São Manoel, em Mossoró.

Cabo Deyvison realizava uma transmissão ao vivo quando homens armados efetuaram disparos contra ele e sua equipe. O vereador foi atingido nas pernas, recebeu atendimento médico e foi transferido para o Hospital Regional Tarcísio Maia.

Alyson Dyego, que acompanhava o parlamentar e realizava as filmagens, também foi baleado e morreu em decorrência dos ferimentos.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte investiga a autoria, a motivação e a participação dos envolvidos no crime.

 

 

 

 

 

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