RN concentra 42% das barragens que exigem maior atenção em segurança no Brasil - Foto: reprodução

O Rio Grande do Norte concentra 90 das 213 barragens consideradas prioritárias para ações de segurança no Brasil, segundo levantamento da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O número representa 42,3% de todas as estruturas do país que demandam monitoramento reforçado e medidas preventivas, colocando o estado no centro das atenções em relação à gestão da segurança hídrica.

Das 90 barragens classificadas como prioritárias, 45 são administradas pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), enquanto as outras 45 pertencem a empreendedores privados. A classificação da ANA não significa risco iminente de rompimento, mas indica a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de segurança, intensificar o monitoramento técnico e realizar intervenções preventivas.

O relatório também revela que 85 barragens potiguares apresentam Dano Potencial Associado (DPA) alto ou médio, indicador que mede os impactos que um eventual rompimento poderia causar à população, ao meio ambiente, à infraestrutura e às atividades econômicas. Além disso, 36 estruturas foram enquadradas com Categoria de Risco alta, avaliação baseada no estado de conservação, operação, manutenção e cumprimento das exigências da Política Nacional de Segurança de Barragens.

Entre os reservatórios que acumulam simultaneamente classificação elevada de Dano Potencial Associado e Categoria de Risco estão as barragens de Santa Cruz do Apodi, Umarí, em Upanema, e Tabatinga. Esses empreendimentos figuram entre os que exigem acompanhamento mais rigoroso por parte dos órgãos responsáveis.

Segundo a ANA, a maior parte das barragens prioritárias no Rio Grande do Norte é destinada ao abastecimento humano. Ao todo, são 50 estruturas com essa finalidade. Outras 33 são utilizadas para dessedentação animal, seis para irrigação e uma para aquicultura.

Compartilhe esse conteúdo: