O Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Norte (Coren-RN) determinou a interdição ética das atividades de enfermagem na Clínica Médica 2 do Hospital Geral Dr. João Machado, em Natal. A medida foi adotada após a identificação de problemas estruturais e condições consideradas inadequadas para a segurança de pacientes e profissionais.
A decisão, publicada no dia 5 de agosto, aponta uma série de irregularidades no setor, entre elas infiltrações, presença de mofo, deterioração de paredes, mobiliário e bancadas. O documento também menciona riscos de acidentes provocados por inundações, deformação do forro, possíveis choques elétricos e quedas.
Segundo o Coren-RN, o sistema de climatização da unidade está inoperante e há registros de desabastecimento recorrente de insumos considerados essenciais para a assistência e a biossegurança. O conselho também aponta exposição de trabalhadores e pacientes a agentes físicos, biológicos e químicos em níveis considerados incompatíveis com a legislação.
As irregularidades, conforme o conselho, não estão restritas a um único ponto da unidade e atingem enfermarias, corredores, posto de enfermagem, área administrativa e outras dependências da Clínica Médica 2. Por esse motivo, o Coren-RN considerou necessária uma interdição mais ampla das atividades de enfermagem.
Pacientes deverão ser transferidos
Em vídeo divulgado nas redes sociais do Coren-RN, o presidente da entidade, Manoel Egídio da Silva Júnior, informou que os pacientes internados na Clínica Médica 2 devem ser transferidos do setor até esta sexta-feira (21), em razão da interdição.
Durante o processo de transferência, a decisão determina que a assistência de enfermagem aos pacientes internados ou que estejam sob os cuidados da equipe seja mantida.
Reabertura depende de adequações
A retomada das atividades de enfermagem na Clínica Médica 2 dependerá da correção das irregularidades identificadas pelo Coren-RN. Após realizar as adequações, o hospital deverá solicitar ao conselho a reabilitação das atividades no setor.
Entre as exigências estão a regularização da estrutura física, do sistema de climatização e das condições de segurança, além do abastecimento adequado de insumos e da eliminação dos riscos identificados.
Depois do pedido de reabertura, uma comissão do Coren-RN deverá realizar nova avaliação para verificar se as medidas determinadas foram cumpridas e emitir parecer sobre a possibilidade de retomada das atividades de enfermagem no local.




