Zenaide na mesa doo evento "Mulher, Presente", promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2025. (Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE)

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) voltou a defender o fim da escala de trabalho 6×1 e a adoção de uma jornada com cinco dias de atividade e dois de descanso semanal.

A proposta aprovada pela Câmara dos Deputados estabelece jornada máxima de 40 horas por semana, distribuída preferencialmente em cinco dias, sem redução salarial. O texto ainda será analisado pelo Senado, mas não há data definida para a votação.

Para Zenaide, a mudança representa um avanço na qualidade de vida dos trabalhadores, especialmente das mulheres, que frequentemente acumulam as responsabilidades profissionais e domésticas.

“Você imagina uma mãe de família que trabalha de segunda a sábado e só tem um dia de folga para olhar os filhos, muitas vezes porque passa a semana quase sem vê-los”, afirmou.

A parlamentar também rebateu os argumentos de que a redução da jornada provocaria prejuízos às empresas.

“Não vai quebrar ninguém, nenhuma empresa. Vai melhorar a qualidade do trabalho e a vida psicológica das pessoas”, declarou.

Resistência de setores empresariais

Zenaide reconheceu a oposição de representantes do comércio e da indústria, mas afirmou que os próprios empregadores podem ser beneficiados por trabalhadores mais descansados e produtivos.

“Eu sei que existe resistência justamente do comércio e da indústria, mas eles também vão ganhar com isso. Dois dias de descanso são o mínimo”, disse.

Além da PEC aprovada pela Câmara, o Senado analisa outras propostas sobre a redução da jornada. Uma delas prevê a diminuição gradual das atuais 44 horas para 36 horas semanais e já está pronta para votação em plenário.

Educação e proteção social

Zenaide também votou favoravelmente a projetos voltados à educação, à valorização dos professores e ao combate à discriminação nas escolas. Entre as medidas estão a criação de protocolos para casos de racismo, misoginia e outras formas de preconceito, além do reconhecimento de cursos de qualificação, pós-graduação, mestrado e doutorado como formação continuada dos profissionais da educação básica pública.

A senadora apoiou ainda propostas de proteção a trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão e de enfrentamento à violência contra a mulher.

Entre as medidas aprovadas estão a ampliação para 12 meses do prazo para vítimas de violência doméstica apresentarem queixa ou representação e a criação de um banco nacional de boas práticas de prevenção e combate à violência contra as mulheres.

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