Aliada de Allyson Bezerra, senadora poderá manter apoio ao presidente Lula sem participar de agendas do presidenciável do PSD (Foto: Reprodução/Senado Federal)

A direção nacional do PSD decidiu dar autonomia aos candidatos aos governos estaduais para que definam a participação em compromissos ao lado de Ronaldo Caiado, pré-candidato do partido à Presidência da República. A medida beneficia a estratégia política da senadora Zenaide Maia (PSD-RN), candidata à reeleição e apoiadora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Vice-líder do governo Lula, Zenaide já declarou que apoiará a reeleição do presidente em 2026. Com a decisão partidária, a senadora fica livre para conduzir sua campanha ao lado de Lula e não participar de eventos favoráveis à candidatura presidencial de Caiado.

No Rio Grande do Norte, Zenaide é uma das principais aliadas políticas de Allyson Bezerra. Os dois firmaram uma parceria para as eleições de 2026, com a senadora apoiando a pré-candidatura de Allyson ao Governo do Estado e recebendo, em contrapartida, o apoio dele para renovar o mandato no Senado Federal.

Kassab confirma autonomia nos estados

A orientação nacional do PSD foi confirmada pelo presidente da legenda, Gilberto Kassab. Segundo informações da Folha de S.Paulo, o partido fará campanha para Caiado em todo o país, mas permitirá que os candidatos estaduais adotem as estratégias consideradas mais adequadas às respectivas disputas.

“O PSD nacional estará fazendo a campanha de Caiado em todos os lugares, mas os candidatos a governos têm autonomia para definirem o que acharem mais apropriado. Isso foi deixado claro desde o começo”, afirmou Kassab.

Um dos principais exemplos citados é o da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, que disputará a reeleição. Nos últimos meses, ela se aproximou politicamente de Lula e deverá enfrentar o prefeito do Recife, João Campos (PSB), em um estado onde o presidente mantém forte influência eleitoral.

Kassab afirmou que Raquel terá liberdade para escolher a estratégia de campanha que considerar mais favorável.

“A Raquel tem liberdade para escolher o melhor caminho. As pesquisas têm mostrado a aprovação do seu governo cada vez maior. Ela precisa ter todos os instrumentos necessários para seguir fazendo um bom trabalho à frente do Estado de Pernambuco. O PSD nacional tem essa compreensão”, declarou.

Diretriz será aplicada em outros estados

A mesma orientação deverá ser adotada em outras unidades da Federação. No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes poderá apoiar Lula na disputa presidencial sem a obrigação de participar de eventos ao lado de Caiado.

Em Minas Gerais, o governador Mateus Simões mantém aliança com o governador Romeu Zema, do Novo, e também não será obrigado a integrar as agendas da pré-campanha presidencial do PSD.

Em São Paulo, o PSD integra a coligação liderada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que apoia a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

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