As provas estavam marcadas para Natal e outros seis municípios do Rio Grande do Norte. Ainda não há uma nova data definida para a realização do exame.

O concurso da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, que teria provas aplicadas neste domingo (15), foi adiado após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A suspensão ocorreu depois de um recurso apresentado pela Defensoria Pública do Estado questionando pontos do edital relacionados à reserva de vagas para Pessoas com Deficiência (PCD), cotas raciais e a possibilidade de reabertura das inscrições.

A medida expõe mais uma controvérsia envolvendo a condução do certame pelo Governo do Rio Grande do Norte. “O recurso discute a reserva de vagas para Pessoas com Deficiência, os quantitativos destinados a Pessoas Pretas e Pardas e uma possível reabertura das inscrições”, informaram os organizadores do concurso ao anunciar o adiamento das provas.

Mesmo alegando que as regras do edital já haviam sido analisadas pelas instâncias ordinárias da Justiça Estadual, a Comissão Especial do Concurso e o Idecan decidiram suspender a aplicação do exame após a intervenção do STF. “Optou-se pelo adiamento das provas por cautela, a fim de permitir a análise das determinações judiciais e a adoção das medidas e adequações necessárias”, justificaram em nota.

Sem nova data definida, milhares de candidatos agora aguardam uma solução para o impasse. O episódio gera críticas à condução do processo seletivo, já que a disputa judicial envolvendo inclusão de PCDs e cotas raciais só ganhou desfecho às vésperas da aplicação das provas, criando insegurança para os participantes do concurso que oferece 146 vagas para os Cursos de Formação de Praças da Saúde e Praças Músicos da PM potiguar.

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