A presidente estadual do PT e pré-candidata ao Senado, Samanda Alves, afirmou que o partido teve participação decisiva na eleição de Zenaide Maia (PSD) em 2018 e acusou a senadora de abandonar o grupo político da governadora Fátima Bezerra para apoiar um palanque adversário nas eleições de 2026.
A declaração foi dada durante entrevista ao programa Política Sem Filtro. Samanda relembrou que Zenaide disputou o Senado em 2018 com o apoio da candidatura de Fátima ao Governo do Rio Grande do Norte e recebeu forte adesão do eleitorado petista.
Naquele pleito, Zenaide foi eleita com 660.315 votos, ao lado de Styvenson Valentim. Segundo Samanda, Fátima ofereceu o primeiro palanque à então candidata e o PT adotou uma estratégia para evitar a dispersão dos votos destinados à aliada.
A dirigente petista afirmou que o partido indicou Alexandre Motta como segundo nome para o Senado e orientou parte da militância a concentrar o primeiro voto em Zenaide. De acordo com a interpretação apresentada por Samanda, a estratégia teria preservado mais de 200 mil votos para a eleição da senadora.
Samanda acusa Zenaide de mudar de lado
Samanda afirmou que, apesar do apoio recebido em 2018, Zenaide optou por integrar outro projeto político em 2026, quando Fátima ainda era apontada como possível candidata ao Senado.
Para a presidente do PT, a senadora avaliou que já teria condições eleitorais suficientes para buscar a reeleição e decidiu apoiar um palanque adversário com o objetivo de derrotar o grupo governista.
Zenaide passou a integrar a aliança liderada por Allyson Bezerra (União Brasil), pré-candidato ao Governo do Estado. Com a mudança, ela e Fátima ficaram em campos opostos na disputa pelas duas vagas potiguares no Senado.
Samanda afirmou ainda que o PT realizou gestos políticos até janeiro para tentar reconstruir a aliança, mas não conseguiu convencer Zenaide a retornar ao grupo.
Confira:
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Relação se desgastou após críticas ao governo
O distanciamento ganhou novos capítulos após Zenaide criticar a situação da segurança pública no Rio Grande do Norte. Em resposta, Samanda defendeu os resultados da gestão estadual e afirmou que não seria possível “desconhecer a verdade só porque mudou de palanque”.
Antes do rompimento, dirigentes petistas cobravam reciprocidade de Zenaide pelo apoio recebido na eleição de 2018 e defendiam uma composição com Fátima para o Senado em 2026.
Com a confirmação das pré-candidaturas e a consolidação das alianças, Samanda e Zenaide passaram a disputar o mesmo espaço eleitoral em palanques diferentes.




