Sandro Pimentel afirma que reunião sugerida por Samanda Alves foi adiada e não houve novo contato entre os partidos para discutir as eleições de 2026 (Foto: Reprodução)

O atual presidente estadual do PSOL no Rio Grande do Norte e pré-candidato ao Senado Federal, Sandro Pimentel, afirmou que não há conversas em andamento com o PT para a construção de uma aliança nas eleições de 2026 no estado.

Segundo ele, uma reunião chegou a ser marcada entre as duas legendas, mas foi adiada e não houve novo contato para retomar o diálogo.

Pimentel relatou que recebeu, há cerca de 15 dias, uma ligação da vereadora Samanda Alves, presidente estadual do PT, com a proposta de uma conversa sobre o processo eleitoral.

“Recebi uma ligação há mais ou menos 15 dias da presidenta do partido, a atual vereadora Samanda, sugerindo que a gente conversasse sobre o processo eleitoral de 2026 e, obviamente, a gente se colocou à disposição”, declarou.

De acordo com o dirigente, Samanda estava em Mossoró e sugeriu uma data para a reunião após seu retorno. O encontro foi confirmado pelo PSOL, mas acabou adiado devido a uma atividade parlamentar da vereadora na Câmara Municipal de Natal.

“Ela disse que estava em Mossoró, mas, quando retornasse, já tinha deixado uma data pré-agendada. A gente confirmou a data. Depois, ela prorrogou porque teria uma atividade na Câmara Municipal e disse que voltaria a falar conosco. No entanto, não voltou mais, e nós não procuramos”, afirmou.

PSOL confirma chapa própria para o Senado

Sem avanço nas conversas com o PT, Sandro Pimentel disse que o PSOL continua realizando discussões internas sobre o cenário eleitoral e confirmou a decisão de lançar dois nomes para o Senado Federal.

Além do próprio presidente estadual da legenda, o partido definiu a pré-candidatura de Sônia Godeiro, ex-dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde-RN).

“O PSOL segue fazendo as discussões internas. Na reunião do diretório, nós decidimos, inclusive, lançar também o nome de Sônia Godeiro, completando a chapa para o Senado”, declarou Pimentel.

O dirigente informou ainda que a reunião do diretório estadual prevista para esta quarta-feira (17) foi adiada. Segundo ele, as chuvas registradas no estado dificultariam a participação de integrantes da legenda que moram em municípios do interior.

Partido tem mais interessados do que vagas na nominata estadual

O PSOL também discute os critérios para a definição das nominatas que disputarão vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

Segundo Sandro Pimentel, 29 nomes demonstraram interesse em integrar a nominata estadual, embora a lista comporte apenas 25 candidatos. Para a Câmara Federal, existem nove interessados para nove vagas, com a possibilidade de inclusão de um décimo nome.

“Nós já temos nomes sobrando em nossa nominata e vamos ter que fazer uma reunião para decidir os critérios de como excluir alguns nomes, porque a nominata estadual só comporta 25 e a federal só comporta nove”, explicou.

Apesar da falta de negociação em andamento, Pimentel afirmou que o PSOL permanece aberto a conversas com o PT e com outras legendas do campo progressista. Ele ressaltou, no entanto, que uma eventual aproximação não representa concordância automática com propostas de outros partidos.

“Enquanto isso, a gente segue discutindo e fazendo a nossa política. Quando o PT ou qualquer outro partido progressista entender que deve conversar no sentido de algum alinhamento político para as eleições, a gente vai sentar e discutir. Isso não quer dizer que a gente vá, obviamente, aceitar”, concluiu.

Compartilhe esse conteúdo: