O pré-candidato a deputado federal Kelps Lima (União Brasil) afirmou que poderá reduzir o tom das críticas aos deputados Robinson Faria (PP), João Maia (PP) e Benes Leocádio (União Brasil) para impedir que os ataques sejam utilizados contra a pré-candidatura de Allyson Bezerra (União Brasil) ao Governo do Rio Grande do Norte.

A declaração foi dada nesta quarta-feira (24), durante entrevista aos jornalistas Saulo Vale e Tárcio Araújo no programa Meio-Dia TCM, da rádio 95 FM, em Mossoró.

“Allyson é meu amigo, meu irmão. Eu acredito no projeto dele. Não há chances de eu fazer um movimento para prejudicar Allyson. Se for preciso baixar as críticas contra os deputados para não respingar em Allyson, eu baixo”, declarou.

Kelps ressaltou que não mudou a avaliação sobre a atuação dos parlamentares, mas reconheceu que poderá ajustar a forma das cobranças em nome do projeto majoritário liderado por Allyson.

“A candidatura de Allyson é muito mais importante do que a minha. Se precisar ajustar o tom, faço na hora”, afirmou.

Confira as declarações: 

 

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Ataques provocam tensão na federação

Nas últimas semanas, Kelps intensificou as críticas aos três deputados que integram a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, e que deverão disputar a reeleição pela mesma chapa proporcional.

Robinson Faria foi o alvo mais recente. Em passagem pelo Oeste potiguar, Kelps classificou o parlamentar como o “pior governador dos últimos 40 anos” do Rio Grande do Norte. Anteriormente, também havia declarado que Robinson, João Maia e Benes seriam seus adversários na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.

As manifestações causaram desconforto dentro da federação e preocupação entre aliados de Allyson, diante do risco de a disputa proporcional atingir a construção da candidatura ao Governo do Estado.

Kelps afirmou, contudo, que as divergências são naturais e negou motivação pessoal contra os parlamentares.

“Não tem nada pessoal contra os deputados. Cada um tem sua trajetória, sua luta. Mas e o Rio Grande do Norte? Eu não posso defender o Rio Grande do Norte?”, questionou.

Kelps reage a vídeo de Cadu Xavier

A possibilidade de recuo ganhou força após o pré-candidato governista Cadu Xavier (PT) divulgar um vídeo com declarações de Kelps contra os integrantes da própria federação. Na publicação, o petista associou as críticas ao grupo político de Allyson e apontou contradições no palanque oposicionista.

Kelps acusou Cadu de se aproveitar politicamente do episódio e de tentar desviar o debate sobre a gestão da governadora Fátima Bezerra (PT).

“Cadu quer fugir do debate principal”, afirmou.

O pré-candidato do União Brasil também criticou a tentativa do petista de se apresentar como “Cadu de Lula”, em vez de vincular sua candidatura à governadora.

“Allyson foi um excelente prefeito de Mossoró, o melhor da história. E Fátima, infelizmente, fez um governo muito ruim. Cadu pode dizer essa mesma frase em relação a Fátima?”, provocou.

Críticas à representação federal

Apesar de admitir a mudança de tom, Kelps manteve as críticas à atuação da bancada potiguar em Brasília. Segundo ele, o Rio Grande do Norte perdeu influência política na Câmara dos Deputados, com reflexos em áreas como saúde, segurança, infraestrutura e geração de empregos.

“O Rio Grande do Norte precisa de uma representação federal melhor”, declarou.

Kelps afirmou que a capacidade de influência não depende apenas da quantidade de parlamentares, mas da qualidade da atuação e do peso político de cada representante.

“Não é a quantidade. É a qualidade. É o peso”, disse.

O pré-candidato reiterou que continuará defendendo uma renovação na bancada, mas garantiu que não permitirá que suas declarações sejam utilizadas para prejudicar Allyson.

“Esse uso disso não vai funcionar porque eu não vou permitir. Se precisar, por Allyson, eu vou parar. Isso não vai alterar o que eu acho”, concluiu.

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