O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou, na noite desta quarta-feira (24), ter desrespeitado a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro durante uma conversa por telefone.
“Nunca desrespeitei, maltratei ou humilhei uma mulher na minha vida. Jamais o faria com a esposa do meu próprio pai”, declarou Flávio nas redes sociais.
O senador afirmou que não teve a intenção de ofender Michelle, mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e pediu desculpas caso ela tenha se sentido atingida.
“Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas. Tenho por ela respeito e reconhecimento pelo trabalho no PL Mulher, pelo cuidado com meu pai e por tudo o que representa para o Brasil”, afirmou.
Sou casado há 16 anos, pai de duas filhas maravilhosas e nunca desrespeitei, maltratei ou humilhei uma mulher na minha vida. Jamais o faria com a esposa do meu próprio pai.
Tenho 45 anos de idade, 24 anos de vida pública e sou reconhecido pelo meu equilíbrio, educação e respeito…
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) June 25, 2026
Michelle relata ligação ríspida
Mais cedo, Michelle publicou um vídeo no qual afirmou ter sido desrespeitada e maltratada por Flávio durante uma conversa sobre as articulações eleitorais do Partido Liberal no Ceará.
“Ele retornou a ligação. Mas, sinceramente, para dizer o que me disse, teria sido melhor que não tivesse ligado. Foi muito ríspido, me desrespeitou e me tratou mal ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, respondi que tudo bem”, relatou.
Flávio, por sua vez, disse que tentou conversar com Michelle por telefone e por mensagens para convidá-la a participar de uma reunião com a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), marcada para a próxima quarta-feira (1º), com lideranças femininas conservadoras.
“De coração aberto, fiz o convite à Michelle, justamente porque acredito que o diálogo, o respeito e a união sempre serão o melhor caminho. O convite segue de pé e o coração segue aberto, pois temos um Brasil para tirar das mãos do PT”, declarou.
O senador também afirmou compreender a “angústia de Michelle” diante da situação enfrentada por Jair Bolsonaro e disse que permanece concentrado em sua pré-candidatura.
“Mas sigo firme! Viajando o Brasil, carregando o manto que meu pai me deu, passando dias longe de casa, da minha esposa, das minhas filhas, sem poder orar e dar um beijo nelas antes de dormir, sofrendo ameaças de morte e, mesmo assim, sigo focado na missão”, afirmou.
Disputa pelo palanque no Ceará
Segundo Michelle, a divergência começou por causa das articulações para a formação do palanque do PL no Ceará. A ex-primeira-dama se posicionou contra a composição conduzida por dirigentes estaduais do partido com Ciro Gomes (PSDB) já no primeiro turno da disputa pelo governo cearense.
Michelle defende que os partidos de direita apoiem a pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo-CE) ao governo do estado.




