A governador Fátima Bezerra cumpriu apenas 5 das 17 promessas feitas na campanha de 2022. Outras não foram cumpridas até agosto de 2026.
Saúde
Na saúde, o Hospital Metropolitano de Natal não foi entregue. A construção só começou em março de 2026, com previsão de conclusão em dois anos. A promessa de construir um novo laboratório público também não foi cumprida: o governo fez apenas uma reforma no laboratório de Mossoró.
Outro ponto negativo foi a promessa de instalar seis policlínicas em diferentes regiões do estado. Até o período analisado, apenas uma havia sido inaugurada. Também não houve cumprimento integral da promessa de ampliar a política de atenção hospitalar.
Segurança
Na segurança, a promessa de criar sete novas Delegacias da Mulher não foi cumprida. O governo chegou a informar que Fátima havia se confundido ao falar em 107 delegacias, mas, segundo o levantamento, nem mesmo as sete unidades previstas no plano de governo foram implantadas.
Saneamento
O saneamento também ficou com pendências. Grandes obras de esgotamento sanitário continuavam sem conclusão, enquanto a meta de ampliar a cobertura de coleta e tratamento de esgoto permanecia distante. A Estação de Tratamento de Esgotos Jaguaribe, por exemplo, teve o cronograma adiado diversas vezes.
Educação
Na educação, o governo ampliou o número de escolas em tempo integral, mas não atingiu a promessa de chegar a 50% da rede. Até junho de 2026, eram 248 escolas, cerca de 42% do total. Com isso, o Rio Grande do Norte também acumula resultados negativos: o estado teve apenas 48% das crianças alfabetizadas ao fim do 2º ano em 2025, o pior índice do país. No Ensino Médio, registrou nota 3,2 no Ideb de 2023, a pior do Brasil, e ainda apresentou a 4ª maior taxa de abandono escolar do país, sendo a pior do Nordeste.
Administração
Já na administração, outra promessa não havia sido cumprida: a criação da Central de Compras do Estado. Apesar de uma rede de integração das compras ter sido criada, a central ainda dependia de decreto para ser formalizada.
Economia
Já na economia, o Rio Grande do Norte registrou um acumulado negativo superior a R$ 3 bilhões em 2025, sendo o segundo estado mais endividado do país, atrás apenas de Minas Gerais. O gasto com pessoal no estado atinge 56,41% da Receita Líquida, ultrapassando o limite de 49% imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal.



