O prefeito de Nísia Floresta, Gustavo Santos (PL), anunciou nesta terça-feira (25) apoio à candidatura de Allyson Bezerra (União Brasil) ao Governo do Rio Grande do Norte. A decisão representa uma mudança de posicionamento do gestor, que havia declarado apoio a Álvaro Dias, candidato do próprio PL, em maio deste ano.
Apesar da mudança de palanque, Gustavo Santos permanece filiado ao Partido Liberal, legenda presidida no Rio Grande do Norte pelo senador Rogério Marinho. A alteração ocorre exclusivamente no alinhamento para a disputa pelo Governo do Estado.
Com a nova posição, o prefeito passa a integrar o grupo político da coligação Esperança e Trabalho, liderada por Allyson, que tem Hermano Morais como candidato a vice-governador.
Apoio a Álvaro havia sido anunciado em maio
O apoio de Gustavo Santos a Álvaro Dias havia sido formalizado em 11 de maio, durante uma visita do candidato do PL a Nísia Floresta. Na ocasião, o prefeito participou de uma reunião com vereadores e lideranças locais e declarou apoio ao projeto político de Álvaro.
A aproximação com Allyson, entretanto, já havia ocorrido anteriormente. Em fevereiro, o prefeito participou de um encontro com o candidato do União Brasil e outras lideranças no município. Em abril, voltou a receber Allyson durante uma nova agenda na cidade.
Pouco mais de três meses após declarar apoio a Álvaro, Gustavo decidiu mudar de palanque e aderir oficialmente à candidatura de Allyson.
Movimento fortalece Allyson na Grande Natal
A adesão ocorre em uma região considerada estratégica para a disputa pelo Governo do Estado. Nísia Floresta integra a Região Metropolitana de Natal e possui cerca de 23,1 mil eleitores aptos, segundo dados citados no levantamento.
Além de prefeito, Gustavo Santos preside a Associação dos Municípios do Litoral Agreste Potiguar (Amlap) no biênio 2025-2026, o que amplia sua interlocução com gestores e lideranças municipais.
Para Allyson, a chegada do prefeito representa o reforço de uma liderança municipal à sua base na Grande Natal. O apoio, no entanto, não significa transferência automática de votos, mas pode ampliar a estrutura política, a mobilização e a presença da candidatura no município.
Para Álvaro Dias, a mudança representa a perda de um apoio que havia sido formalizado pelo próprio partido poucos meses atrás.
A reorganização dos palanques ocorre em meio à intensificação da campanha eleitoral e à disputa dos candidatos por apoio de prefeitos, vereadores e lideranças municipais em diferentes regiões do estado.



