Caio Vitor Ribeiro, advogado.

O advogado Caio Vítor, integrante da defesa do ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, negou que tenha existido qualquer pedido para que a investigação em curso deixasse a instância superior e fosse remetida para a primeira instância da Justiça.

Em entrevista exclusiva ao portal RN247, o defensor classificou como sem fundamento as informações divulgadas por setores da imprensa de que a defesa teria solicitado a transferência do processo.

“Não, e nem poderia acontecer. Isso não existiu. Posso dizer porque isso juridicamente nem cabe”, afirmou.

Segundo Caio Vítor, a investigação envolve diversos prefeitos que continuam exercendo seus mandatos, o que mantém a competência da apuração na esfera atualmente responsável pelo caso.

“Como é que eu tenho uma investigação com dez prefeitos e essa investigação vai para a primeira instância, com todo mundo ainda no exercício do cargo e da função? Isso juridicamente não faz sentido”, declarou.

O advogado afirmou ainda que não sabe de onde surgiu a informação e reforçou que jamais houve qualquer iniciativa da defesa nesse sentido.

“Eu não sei como isso foi ventilado e divulgado. Não sei de onde tiraram essa informação. Juridicamente não faz nem sentido e não aconteceu porque não tem qualquer fundamento um pedido desse”, disse.

A manifestação da defesa ocorre após a circulação de notícias sugerindo uma possível mudança de competência da investigação. De acordo com Caio Vítor, além de não ter existido o pedido, a própria hipótese seria incompatível com as regras processuais aplicáveis ao caso.

A defesa de Allyson Bezerra tem sustentado que vem colaborando com as autoridades, fornecendo as informações solicitadas e atuando para esclarecer os fatos. Recentemente, os advogados também revelaram que chegaram a pedir o levantamento do sigilo do processo para ampliar a transparência das investigações, mas o requerimento foi negado pelo desembargador relator.

Para Caio Vítor, a divulgação de informações sem respaldo jurídico contribui para interpretações equivocadas sobre o andamento do caso e não encontra amparo nos fatos discutidos nos autos.

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