O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (21), durante agenda de campanha em Natal, que pretende adotar uma política de enfrentamento mais rígida contra organizações criminosas caso seja eleito. Entre as propostas apresentadas está a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC), do Comando Vermelho (CV) e de milícias como organizações “narcoterroristas”.
Durante a passagem pela capital potiguar, o candidato afirmou que pretende iniciar as medidas já no começo de um eventual mandato. “O Flávio Bolsonaro, a partir de janeiro do ano que vem, vai declarar guerra a essas facções. Vou classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações narcoterroristas”, declarou.
A proposta faz parte do programa de governo apresentado por Flávio Bolsonaro para a disputa presidencial. O documento prevê o enquadramento de facções criminosas e milícias como organizações narcoterroristas, além de ações voltadas ao combate ao tráfico de drogas e armas nas regiões de fronteira e ao bloqueio de recursos financeiros ligados a grupos criminosos.
Durante o discurso em Natal, Flávio também direcionou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e responsabilizou a União pelo enfrentamento ao tráfico de drogas e armas que entram no país pelas fronteiras.
“O Brasil falhou contra as facções porque tem um presidente da República que acha que não é problema nacional isso. Os fuzis entram pelas nossas fronteiras, as drogas entram pelas fronteiras do Brasil”, afirmou.
O governo Lula anunciou, neste mês, novas iniciativas federais de combate ao crime organizado, incluindo medidas de integração entre as forças de segurança e compartilhamento de informações de inteligência. O presidente também tem defendido uma atuação mais ampla do governo federal na área de segurança pública.
Flávio Bolsonaro ainda defendeu o endurecimento das punições para determinados crimes, incluindo o roubo de celulares, e voltou a apresentar a proposta de castração química para condenados por estupro. Parte das medidas defendidas pelo candidato depende de mudanças na legislação e, portanto, de aprovação do Congresso Nacional.
Ao pedir apoio a candidatos alinhados ao seu projeto político, Flávio afirmou que pretende ampliar as ações de segurança pública caso chegue à Presidência.
“Por isso é importante votar em deputados e senadores que estejam alinhados com o nosso projeto, porque nós vamos devolver as ruas ao povo trabalhador. Quem vai andar com medo nas ruas vai ser o bandido”, disse.
A declaração ocorreu durante a agenda de campanha de Flávio Bolsonaro em Natal, na reta final da disputa presidencial. O candidato esteve na capital potiguar acompanhado de aliados do PL no Rio Grande do Norte.



