O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou a suspensão imediata do consumo de água em duas escolas estaduais localizadas na zona rural de Mossoró após análises apontarem problemas na qualidade da água disponibilizada aos estudantes e servidores. As unidades são administradas pelo Governo do Estado, durante a gestão Fátima Bezerra (PT).
A recomendação foi emitida após coletas realizadas pela Vigilância Ambiental, que identificaram contaminação nas amostras analisadas. As escolas envolvidas são a Gilberto Rola, na comunidade Maísa, e a Professora Iracema Fernandes, localizada no Sítio Pau Branco.
Segundo o Ministério Público, os exames detectaram a presença de bactérias em pontos de consumo, como bebedouros e torneiras das duas instituições. Na Escola Professora Iracema Fernandes, outro problema chamou atenção: a quantidade de minerais dissolvidos encontrada na água estava mais de três vezes acima do limite estabelecido pela legislação.
Além da interrupção imediata do uso da água para consumo, o MPRN recomendou que as escolas adotem outras providências para corrigir os problemas identificados. Entre elas está a limpeza dos reservatórios de água, que deverá ser realizada no prazo de até 10 dias.
A fiscalização também levantou questionamentos sobre a rotina de manutenção das caixas-d’água das unidades. Conforme o Ministério Público, a limpeza dos reservatórios vinha sendo realizada pelas próprias escolas, mas a Diretoria Regional de Educação informou não possuir documentação que comprove a higienização.
Outro ponto apontado pelo órgão é a ausência de testes periódicos para verificar a qualidade da água fornecida nas unidades. De acordo com o MPRN, a Diretoria Regional de Educação também informou que não realiza esse tipo de análise.
Governo diz que vai adotar providências
A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (Seec-RN) afirmou que não havia sido informada anteriormente pelas escolas sobre a situação. Segundo a pasta, a recomendação do Ministério Público foi recebida nesta terça-feira (22).
A secretaria informou ainda que irá adotar as medidas determinadas dentro dos prazos estabelecidos, com o objetivo de garantir o fornecimento de água potável e realizar as adequações necessárias nas duas unidades de ensino.
O caso coloca novamente em discussão as condições de infraestrutura e manutenção das escolas estaduais do Rio Grande do Norte, especialmente diante da identificação de contaminação da água utilizada por alunos e profissionais da educação.



