A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira (11) com a promessa de ser a maior edição da história do torneio. Pela primeira vez, a competição será disputada em três países-sede — México, Estados Unidos e Canadá — e reunirá 48 seleções, ampliando o formato tradicional de 32 participantes.

O jogo de abertura será entre México e África do Sul, no Mexico City Stadium, antigo Estádio Azteca, na Cidade do México. A partida repete o confronto que abriu a Copa de 2010, quando as duas seleções empataram por 1 a 1 na África do Sul.

A edição de 2026 também terá um marco simbólico para o futebol mundial: o estádio mexicano se tornará o primeiro da história a receber três partidas de abertura de Copas do Mundo. O local já havia sediado jogos inaugurais em 1970 e 1986.

Maior Copa da história

Com 48 seleções e 104 partidas, a Copa de 2026 amplia o alcance esportivo e geográfico do torneio. A expectativa da Fifa é que a competição reforce o caráter global do futebol, reunindo torcidas, culturas e estilos de jogo em três países da América do Norte.

A ampliação do número de participantes é uma das principais mudanças da edição. O novo formato abre espaço para mais seleções e aumenta a presença de países que, em edições anteriores, tinham menos chances de disputar o Mundial.

A Fifa trata a Copa de 2026 como a maior já realizada. O torneio será distribuído entre cidades do Canadá, do México e dos Estados Unidos, em uma operação que exigirá grande articulação logística, deslocamento entre países e adaptação das delegações a diferentes fusos, climas e estruturas.

Futebol como espetáculo global

A Copa do Mundo segue como o evento esportivo de maior alcance do planeta. Segundo a Fifa, cerca de 5 bilhões de pessoas acompanharam a edição de 2022, realizada no Catar. A final entre Argentina e França foi vista por mais de 1,5 bilhão de espectadores, um dos maiores públicos já registrados em uma transmissão esportiva.

No ambiente digital, a entidade também registrou números expressivos na última edição. O alcance acumulado ficou em aproximadamente 262 bilhões de visualizações em diferentes plataformas, além de quase 6 bilhões de interações.

Para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, a força da Copa está na capacidade do futebol de conectar diferentes povos. Ele costuma associar os recordes de audiência do torneio à “magia de unir o mundo”.

Essa dimensão cultural também será colocada à prova na edição de 2026. Com partidas em três países-sede, a Copa deve transformar cidades do México, dos Estados Unidos e do Canadá em pontos de encontro de torcedores de diferentes nacionalidades.

Um caldeirão cultural em três países

Além da disputa dentro de campo, a Copa de 2026 deve reforçar uma das marcas históricas do torneio: a convivência entre culturas. A circulação de torcidas em três países distintos tende a ampliar o intercâmbio entre tradições, idiomas, músicas, culinárias e formas de celebrar o futebol.

No México, país que recebe o jogo inaugural, a expectativa é de uma abertura marcada por referências à cultura local, com música, dança e elementos tradicionais. A Cidade do México deve concentrar as atenções do mundo no primeiro dia do torneio, especialmente por receber a estreia da seleção anfitriã.

Estados Unidos e Canadá também terão papel central na construção do ambiente multicultural da competição. A presença de três sedes nacionais amplia a dimensão territorial do Mundial e torna a edição de 2026 uma das mais complexas da história em termos de organização.

Abertura terá clima de superprodução

A cerimônia de abertura foi planejada para reforçar a integração entre os três países-sede. A Fifa organizou eventos de contagem regressiva com apresentações musicais em cidades como Cidade do México, Toronto e Los Angeles, em uma experiência pensada para conectar os públicos das três nações.

No México, a festa de abertura deve destacar elementos tradicionais do país, com referências ao folclore, à música e à dança. Entre os símbolos culturais previstos estão manifestações artísticas populares, como o papel picado, além de apresentações ligadas à identidade mexicana.

A programação musical reúne nomes locais e internacionais, em uma tentativa de transformar o início da Copa em um espetáculo global. A proposta é fazer da abertura não apenas o começo da competição, mas também uma celebração da diversidade cultural que marca o torneio.

Polêmicas antes da bola rolar

Antes mesmo do início da competição, a Copa de 2026 já foi marcada por polêmicas ligadas à entrada de atletas, árbitros, dirigentes e torcedores nos Estados Unidos. Restrições migratórias e exigências de visto passaram a gerar preocupação entre delegações e entidades esportivas.

Um dos casos relatados envolve o árbitro somali Omar Artan, que teria sido barrado ao chegar aos Estados Unidos. A situação ganhou repercussão internacional porque ele seria o primeiro árbitro da Somália a participar de uma Copa do Mundo.

Também houve relatos de dificuldades enfrentadas por integrantes de delegações e torcedores de países submetidos a controles migratórios mais rígidos. As restrições aumentaram a tensão em torno de uma competição que, apesar do discurso de integração global, depende da livre circulação de milhares de profissionais e torcedores.

As polêmicas colocam os Estados Unidos no centro das discussões extracampo. Como um dos países-sede, o governo norte-americano terá de lidar com a pressão por segurança, controle migratório e, ao mesmo tempo, garantia de acesso ao maior evento esportivo do mundo.

Copa começa sob expectativa recorde

Mesmo cercada por desafios logísticos e controvérsias políticas, a Copa de 2026 começa com expectativa de recordes. A ampliação para 48 seleções, o número inédito de partidas e a divisão entre três países-sede tornam o torneio um marco na história do futebol.

Dentro de campo, a competição começa com o reencontro entre México e África do Sul, em um palco histórico. Fora dele, o Mundial coloca em evidência temas como inclusão, diversidade, circulação internacional, segurança e diplomacia.

Com bilhões de espectadores esperados ao longo do torneio, a Copa do Mundo de 2026 inicia uma nova fase do futebol global: maior, mais espalhada, mais complexa e também mais observada do que nunca.

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