Após dividir o palanque e receber o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na noite da última quinta-feira (20), em Natal, o candidato do PT ao Governo do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Xavier, o Cadu de Lula, passou a ser destaque negativo na imprensa nacional.
O motivo é uma apuração do Ministério Público de Contas (MPC) sobre supostas irregularidades no aumento salarial concedido a auditores fiscais do Rio Grande do Norte em 2021, quando Cadu era secretário estadual da Fazenda. Ele é auditor fiscal concursado do estado e integra a própria categoria beneficiada pela medida.
Segundo o Metrópoles, o MPC questiona a forma como o reajuste foi concedido. O órgão aponta que o aumento deveria ter sido aprovado por meio de uma lei específica, e não por uma resolução interadministrativa. Também são questionados os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), além dos estudos de impacto financeiro utilizados na época.
A repercussão ganhou força justamente após Lula pedir votos para Cadu durante o evento em Natal. O presidente chegou a elogiar o candidato e afirmou que ele teria “caráter e competência” para governar o estado.
A campanha de Cadu, por sua vez, afirma que ele não aumentou o próprio salário e que não é investigado pelo Tribunal de Contas ou pelo Ministério Público de Contas. Segundo a defesa, houve uma representação administrativa apresentada em 2021 pela Diretoria de Despesa de Pessoal do TCE/RN e não existe condenação, multa, imputação de débito ou acusação de desvio contra o candidato.
O caso passou a ganhar repercussão nacional justamente no momento em que Cadu aparece como principal aposta do PT para manter o governo do Rio Grande do Norte sob influência do grupo da governadora Fátima Bezerra e conta com o apoio direto de Lula na disputa eleitoral.
Com informações do Metrópoles.



