Evitei, por muito tempo, fazer esse exercício. Por hábito, e também por ceticismo. Mas chegou a um ponto em que já não dá para ignorar: o crescimento do senador Efraim Filho deixou de ser um movimento pontual para se tornar uma tendência recorrente. As pesquisas mais recentes seguem apontando na mesma direção. Em todas elas, ainda que de forma gradual, ele avança, 1%, 2%, mas avança.
O levantamento mais recente, divulgado pelo IPGPP, reforça esse cenário. Confesso que, até pouco tempo, via Efraim apenas como o nome capaz de manter vivo o debate sobre um eventual segundo turno na Paraíba. Hoje, essa leitura já não se sustenta com a mesma firmeza. Rever análises faz parte do processo, insistir no erro, não.
Enquanto isso, Cícero mantém uma estabilidade notável. Há mais de um ano lidera os cenários com consistência, o que, por si só, já demonstra força política e capilaridade. Ainda assim, o movimento de Efraim começa a alterar o desenho da disputa. O que antes parecia improvável passa, aos poucos, a ganhar contornos mais concretos.
Um eventual segundo turno entre os dois nomes não seria apenas mais uma etapa do processo eleitoral. Representaria uma mudança significativa no padrão histórico recente da política paraibana, especialmente considerando o peso que candidaturas governistas tradicionalmente exercem nesse tipo de disputa.
O cenário ainda está em construção, e muitas variáveis seguem em aberto. Mas uma coisa é certa: a eleição, que parecia caminhar para uma definição mais previsível, começa a ganhar novos elementos, e, com eles, novas possibilidades.
E você, eleitor, já pensou em um segundo turno entre Efraim e Cícero?


