O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que a divergência pública entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro deverá ser superada em nome do projeto eleitoral da direita para 2026. Segundo ele, a vitória nas urnas seria determinante para viabilizar a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro.
As declarações foram dadas em entrevista ao Jornal das 6, da rádio 96 FM. Secretário-geral do PL e coordenador político da pré-candidatura de Flávio à Presidência, Marinho reconheceu que a exposição do conflito não foi positiva, mas disse acreditar em uma reconciliação.
“Quem está preso é o pai de Flávio Bolsonaro e é o esposo de Michelle. Ele só será liberado caso nós tenhamos êxito nas eleições”, afirmou. “Isso, por si só, já é um elemento suficiente para que esses problemas pessoais sejam ultrapassados.”
Para o senador, Michelle permanece como um dos principais nomes da direita brasileira, enquanto Flávio é o pré-candidato do PL à Presidência. Ele avaliou que os dois deverão convergir em torno do objetivo político comum de derrotar o PT nas eleições.
“A família pode brigar entre si, mas ela necessariamente precisa ter uma convergência no que é importante para todos”, declarou.
Confira as declarações do senador:
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O conflito ganhou repercussão após Michelle publicar um vídeo no qual relatou ter sido tratada com rispidez e humilhada por Flávio durante uma conversa telefônica sobre decisões políticas do PL.
Flávio negou ter tido a intenção de ofender a ex-primeira-dama e pediu desculpas caso ela tenha se sentido desrespeitada. Rogério Marinho destacou o tom conciliador da resposta e afirmou que o episódio será tratado pelas lideranças partidárias.
Senador menciona relação familiar
Marinho também atribuiu parte das dificuldades de relacionamento à dinâmica familiar entre Michelle e o enteado. Segundo ele, a proximidade de idade e os quase 20 anos de convivência ajudam a contextualizar o conflito.
“Michelle tem praticamente a mesma idade que Flávio Bolsonaro. A diferença é de um ano. Você está falando de quase duas dezenas de anos de convivência”, afirmou.
O senador disse não conhecer os detalhes da relação entre os dois, mas defendeu que as divergências pessoais sejam superadas para preservar a unidade política do grupo.




