(Foto: Reprodução)

O ex-prefeito de Natal e pré-candidato a deputado estadual Carlos Eduardo Alves (União Brasil) elevou o tom contra o antigo aliado Álvaro Dias (PL) e afirmou que o pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte ficou conhecido como o “prefeito das obras inacabadas”.

A declaração foi dada nesta sexta-feira (19), durante entrevista à rádio 96 FM. Carlos Eduardo também classificou algumas intervenções da gestão anterior como “mal feitas” e citou a engorda da Praia de Ponta Negra como exemplo.

“Eu não preciso nem dizer isso, porque o ex-prefeito esteve sete anos como prefeito de Natal e está conhecido em toda parte como o prefeito das obras inacabadas. E de obras mal feitas, como Ponta Negra. O nosso principal cartão-postal está lá submetido a uma irresponsabilidade da gestão dele”, afirmou.

Ao ser questionado sobre um possível confronto com Álvaro durante a campanha, Carlos Eduardo disse que o embate principal deverá ser conduzido pelos candidatos ao Governo, mas sustentou que a trajetória administrativa do ex-aliado será avaliada pelo eleitorado.

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Carlos aposta em vitória de Allyson

Durante a entrevista, Carlos Eduardo declarou apoio ao pré-candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra (União Brasil) e destacou a aprovação administrativa, a capacidade de gestão e o perfil de renovação política do aliado.

“Allyson realmente tem empatia com o povo. As pessoas sentem nele um candidato que tem experiência, porque administrou o terceiro orçamento do Rio Grande do Norte, com aprovação de 80%. Depois, a capacidade dele de gestão e uma renovação. Ele representa muito esse contexto”, declarou.

Carlos Eduardo também fez uma previsão sobre a disputa estadual.

“Eu acredito que ele vai ser o próximo governador do Rio Grande do Norte. Tenho plena convicção”, afirmou.

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União Brasil barrou projeto para o Senado

O ex-prefeito revelou ainda os bastidores da tentativa de construir uma pré-candidatura ao Senado Federal. Segundo ele, o projeto foi estimulado por pesquisas eleitorais e discutido em três reuniões com Allyson Bezerra e o presidente estadual do União Brasil, José Agripino Maia.

A articulação foi encerrada após a direção nacional da legenda informar que concentraria os recursos do fundo eleitoral na ampliação da bancada federal.

“A direção nacional do União Brasil comunicou que tinha uma prioridade das prioridades, que era eleger 60 deputados federais em todo o Brasil, e que não haveria cota de fundo eleitoral para candidatura ao Senado. E aí morreu a minha candidatura ao Senado”, relatou.

Carlos Eduardo negou ter recebido qualquer confirmação de que a senadora Zenaide Maia (PSD) teria atuado contra sua candidatura.

“Eu li isso muito na imprensa, nos blogs, mas ninguém nunca me confirmou isso”, disse.

O ex-prefeito elogiou a atuação da parlamentar e declarou apoio à reeleição dela.

“Eu aprecio muito o trabalho da senadora Zenaide Maia no Senado Federal. Acho que ela é uma senadora atuante, criteriosa, uma mulher honesta. Tem o meu voto e o meu apoio para o Senado da República”, afirmou.

Confira as declarações: 

 

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Resistência impediu retorno ao MDB

Antes de discutir a candidatura ao Senado, Carlos Eduardo tentou retornar ao MDB para disputar um mandato proporcional. Segundo ele, os dirigentes Walter Alves e Garibaldi Alves Filho inicialmente sinalizaram de forma positiva, mas o nome enfrentou resistência entre os pré-candidatos do partido.

“Foi-me assegurado, mas, com o tempo, os candidatos do MDB ofereceram resistência ao meu nome. Não à minha pessoa, mas achavam que eu ia tirar a vaga de alguém”, contou.

Diante do fim do projeto para o Senado, Carlos Eduardo decidiu disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Ele reconheceu que entrou tarde na corrida eleitoral e que enfrenta dificuldades para encontrar apoios no interior, onde grande parte das lideranças já assumiu compromissos com outros candidatos.

“Realmente, estou enfrentando uma grande dificuldade no interior do Estado. A essa altura, não tem mais prefeito, ex-prefeito ou vereador disponível para conversar e discutir um apoio”, admitiu.

Mesmo diante das dificuldades, o pré-candidato afirmou que pretende intensificar as articulações até as convenções partidárias e apostar no reconhecimento acumulado ao longo da trajetória política.

“O Rio Grande do Norte sabe quem é Carlos Eduardo”, declarou.

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