O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) decidiu, por unanimidade, nesta terça-feira (26), cassar a chapa formada pelo prefeito de São Miguel do Gostoso, Leonardo Teixeira da Cunha, conhecido como Léo de Doquinha, e pelo vice-prefeito João Eudes. O placar do julgamento foi de 7 votos a 0.

A Corte analisou denúncias de abuso de poder político e econômico durante o período eleitoral. Entre os pontos avaliados no processo está o aumento de contratações temporárias no município, prática que, segundo o entendimento do tribunal, teria provocado desequilíbrio na disputa e levantado questionamentos sobre o uso da máquina pública na campanha.

Léo de Doquinha e João Eudes já haviam tido os mandatos cassados em primeira instância, em decisão relacionada a irregularidades nas contratações de servidores temporários antes das eleições de 2024. Na ocasião, a sentença apontou crescimento expressivo nas contratações no período anterior ao pleito.

Apesar da decisão do TRE-RN, ainda cabem recursos às instâncias superiores da Justiça Eleitoral. Com isso, os desdobramentos do caso ainda dependem das próximas etapas processuais.

Outro ponto da decisão foi a devolução da elegibilidade do ex-prefeito Renato de Doquinha. A medida altera parte dos efeitos do processo em relação ao ex-gestor, que também havia sido citado no contexto das apurações eleitorais.

Léo de Doquinha foi eleito prefeito de São Miguel do Gostoso para o mandato de 2025 a 2028 pelo PSD. João Eudes, filiado ao PT, compôs a chapa como vice-prefeito.

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