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O Rio Grande do Norte alcançou, no primeiro semestre de 2026, o menor índice de aplicação de recursos próprios na saúde dos últimos dez anos. Dados do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) mostram que o Estado destinou apenas 7,04% das receitas vinculadas para ações e serviços públicos de saúde até o fim de junho, em um cenário que reforça os questionamentos sobre a gestão da área pela administração da governadora Fátima Bezerra (PT).

O percentual representa a menor execução da série histórica para o período e indica que o governo terá de acelerar significativamente os investimentos no segundo semestre para cumprir o mínimo constitucional de 12% até o encerramento do ano. Especialistas alertam que concentrar grande parte dos gastos nos últimos meses pode comprometer o planejamento, aumentar a pressão sobre a máquina pública e reduzir a eficiência da execução orçamentária.

O resultado é divulgado em um momento de sucessivas dificuldades enfrentadas pela rede estadual de saúde. Nas últimas semanas, hospitais conveniados suspenderam cirurgias eletivas por atrasos nos repasses financeiros do Estado, enquanto pacientes seguem enfrentando filas e dificuldades para acesso a procedimentos especializados.

Os números ampliam as críticas à condução da saúde pública estadual, especialmente porque o baixo nível de execução orçamentária ocorre em meio a reclamações sobre atrasos em pagamentos, suspensão de serviços e dificuldades enfrentadas por hospitais que atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O desafio do governo agora será elevar o ritmo dos investimentos sem comprometer a qualidade da aplicação dos recursos e cumprir a exigência legal até o fim de 2026.

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