O Rio Grande do Norte ocupa a terceira pior posição do Brasil no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 nos anos finais do ensino fundamental da rede estadual, com nota 4,3, segundo levantamento do portal RN247. O estado aparece ao lado do Rio de Janeiro e fica à frente apenas de Bahia e Roraima, conforme os números apresentados. Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Apesar de uma leve elevação em 2025, o resultado mantém a educação potiguar entre os principais desafios da administração estadual.
O desempenho chama atenção porque a governadora Fátima Bezerra (PT) é professora de formação e construiu sua trajetória política ligada à defesa da educação pública. Durante quase oito anos à frente do Governo do Rio Grande do Norte, a gestão não conseguiu atingir a meta do Ideb nos anos finais do ensino fundamental em nenhuma das avaliações do período apresentado. Os números levantam questionamentos sobre os resultados das políticas educacionais adotadas e a distância entre as metas estabelecidas e o desempenho alcançado pela rede estadual.
Os resultados negativos também aparecem em outras etapas da educação básica, conforme levantamentos anteriores publicados pelo RN247. O estado governado pelo PT também tem o terceiro pior Ideb do Brasil nos anos iniciais da rede estadual. Nos anos iniciais do ensino fundamental da rede estadual, o RN obteve nota 5,5 no Ideb 2025, ficando entre os resultados mais baixos do país. O indicador amplia o debate sobre a qualidade do ensino público potiguar e os resultados das políticas educacionais implementadas durante a administração estadual.
No ensino médio, o quadro também revela dificuldades para alcançar as metas estabelecidas. O Rio Grande do Norte registrou nota 3,2 em 2019, diante de uma meta de 4,2; caiu para 2,8 em 2021, quando o objetivo era 4,4; voltou a 3,2 em 2023, ainda abaixo da meta de 4,4; e chegou a 3,9 em 2025. Mesmo com a recuperação mais recente, o resultado permaneceu abaixo do patamar esperado, conforme os dados reunidos nos levantamentos anteriores.
O cenário ganha relevância no debate político porque Fátima Bezerra apoia a candidatura de Cadu ao Governo do Estado, que representa a continuidade do grupo político atualmente no poder. Os indicadores educacionais colocam os resultados da gestão no centro da discussão eleitoral, especialmente diante da trajetória da governadora como professora e defensora histórica do ensino público. Os números também evidenciam o desafio de melhorar a aprendizagem e alcançar as metas do Ideb nas diferentes etapas da rede estadual.
Ideb 2025 — Anos finais da rede estadual
| Estado | Ideb |
| Bahia (BA) | 3,9 |
| Roraima (RR) | 4,2 |
| Rio Grande do Norte (RN) | 4,3 |
| Rio de janeiro (RJ) | 4,3 |
| Amapá (AP) | 4,4 |
| Distrito Federal (DF) | 4,6 |
| Paraíba (PB) | 4,6 |
| Alagoas (AL) | 4,7 |
| Amazonas (AM) | 4,7 |
| Rondônia (RO) | 4,7 |
| Sergipe (SE) | 4,7 |
| Tocantins (TO) | 4,7 |
| Acre (AC) | 4,8 |
| Maranhão (MA) | 4,8 |
| Mato Grosso do Sul (MS) | 4,9 |
| Mato Grosso (MT) | 5,0 |
| Pará (PA) | 5,0 |
| Pernambuco (PE) | 5,0 |
| Santa Catarina (SC) | 5,0 |
| Piauí (PI) | 5,2 |
| São Paulo (SP) | 5,2 |
| Minas Gerais (MG) | 5,3 |
| Rio Grande do Sul (RS) | 5,4 |
| Espírito Santo (ES) | 5,5 |
| Ceará (CE) | 5,7 |
| Goiás (GO) | 5,7 |
| Paraná (PR) | 5,8 |




