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Ao afirmar que o Rio Grande do Norte “voltou a planejar, investir e entregar resultados”, a governadora Fátima Bezerra (PT) faz um balanço da própria gestão em um momento em que o estado ainda enfrenta dificuldades em áreas consideradas estratégicas, como geração de empregos, saúde pública e equilíbrio fiscal.

Embora o governo destaque investimentos em educação, recuperação de rodovias e segurança pública, indicadores recentes mostram um cenário menos favorável. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta semana pelo Ministério do Trabalho e Emprego, colocaram o Rio Grande do Norte com o segundo pior saldo de geração de empregos formais do país no primeiro semestre de 2026. Foram apenas 716 vagas criadas, uma queda de quase 90% em relação ao mesmo período do ano passado.

Na saúde, pacientes continuam relatando dificuldades para obter medicamentos de alto custo na Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), além de filas e demora no atendimento. O problema motivou protestos de usuários e reacendeu críticas sobre a capacidade da rede estadual em garantir assistência contínua.

Na área fiscal, o Executivo também convive com desafios relacionados ao déficit previdenciário e ao crescimento das despesas obrigatórias, fatores que seguem pressionando as contas públicas e limitando a capacidade de investimento do Estado.

Adversários da governadora afirmam que os resultados apresentados não refletem a realidade enfrentada diariamente pela população. Para a oposição, o baixo desempenho econômico, a dificuldade na atração de investimentos privados e problemas recorrentes em serviços públicos essenciais colocam em xeque a narrativa de que o estado vive um novo ciclo de desenvolvimento.

Em entrevista ao Diário do RN, Fátima afirmou que o levantamento sobre suas promessas de governo demonstra que o Rio Grande do Norte “voltou a planejar, investir e entregar resultados”. A governadora também declarou que mais de 80% dos compromissos assumidos foram concluídos ou estão em execução.

O contraste entre o discurso oficial e indicadores recentes, no entanto, deve continuar sendo explorado durante a campanha eleitoral de 2026, especialmente pelos adversários que pretendem transformar a gestão estadual em um dos principais temas do debate político.

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