A ativista Juliana Garcia confirmou ao Portal RN247 sua pré-candidatura a deputada estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições de 2026. A oficialização do nome deve ocorrer durante a convenção estadual da legenda, marcada para o próximo dia 25 de julho.
Juliana ganhou repercussão nacional após sobreviver a uma tentativa de feminicídio ocorrida em julho de 2025, dentro do elevador do condomínio onde morava, em Natal. Na ocasião, ela foi agredida pelo então namorado e sofreu 61 socos, tendo que passar por cirurgias reparadoras e um longo processo de reabilitação.
Agora, a ativista afirma que pretende transformar a experiência vivida em uma plataforma de atuação política voltada à defesa dos direitos das mulheres e ao fortalecimento das políticas públicas de combate à violência de gênero.
Segundo Juliana, em entrevista ao Portal Mais RN, a decisão de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte surgiu da necessidade de ampliar a rede de proteção às vítimas de violência e garantir que mais mulheres tenham acesso ao acolhimento, à assistência e à Justiça.
Ela também destacou que a responsabilização do agressor só foi possível porque as agressões foram registradas pelas câmeras de segurança do condomínio. Para a ativista, essa realidade está distante da vivida por milhares de mulheres brasileiras que sofrem violência sem provas, testemunhas ou o devido amparo das autoridades.
“Viver não pode ser um privilégio. Nenhuma mulher deveria depender das circunstâncias para ter sua dor reconhecida ou conseguir justiça. Quero lutar para que todas tenham acesso a uma rede de proteção que funcione e garanta o direito mais básico: o direito de viver”, afirmou.
Entre as principais propostas que pretende defender, Juliana cita o fortalecimento das políticas públicas de prevenção à violência contra a mulher, a ampliação da rede de acolhimento, a oferta de assistência psicológica às vítimas e o incentivo à autonomia econômica feminina. Segundo ela, o objetivo é representar tanto as mulheres que sobreviveram à violência quanto aquelas que ainda enfrentam o ciclo de agressões em silêncio.



