Produção de petróleo em terra no RN recua 15,85% no primeiro trimestre de 2026, aponta relatório da Sedec. Foto: Reprodução. Cultura potiguar

A produção terrestre de petróleo no Rio Grande do Norte registrou queda de 15,85% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC).

O levantamento aponta que, entre janeiro e março deste ano, o estado produziu 2,25 milhões de barris de petróleo em terra. No mesmo período de 2025, o volume havia sido de 2,68 milhões de barris.

A retração também atingiu a produção de gás natural onshore. De acordo com o relatório, o RN saiu de 95,32 milhões para 75,93 milhões de metros cúbicos no comparativo anual, representando redução de 20,34%.

Na produção offshore, realizada em áreas marítimas, o estado também apresentou queda na extração de petróleo. O volume passou de 192,72 mil barris no primeiro trimestre de 2025 para 163 mil barris neste ano, uma redução de 15,42%.

Em contrapartida, a produção marítima de gás natural apresentou crescimento de 2,75%, saltando de 12,41 milhões para 12,75 milhões de metros cúbicos.

Segundo a SEDEC, a redução na produção está relacionada principalmente ao comportamento dos campos maduros, que sofrem declínio natural da pressão dos reservatórios ao longo do tempo. O relatório também aponta fatores operacionais e a menor entrada de novos projetos de exploração e perfuração.

Outro fator citado foi a interdição temporária de instalações operacionais de uma das empresas responsáveis por parte significativa dos poços maduros ativos no estado. A paralisação ocorreu após auditoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no fim de 2025.

Mesmo com a retração nos números, o Governo do Estado avalia que o setor segue estratégico para a economia potiguar e aposta em novos investimentos voltados à recuperação de campos maduros e fortalecimento da cadeia produtiva de petróleo e gás.

 

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