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A Polícia Militar do Rio Grande do Norte afastou a equipe envolvida na abordagem de um jovem de 27 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ocorrida em Macau, no litoral norte potiguar. A corporação também instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a atuação dos agentes.

A decisão foi tomada pelo comandante-geral da PMRN, coronel Alarico, após imagens da ocorrência circularem nas redes sociais. Os policiais permanecerão afastados até a conclusão das investigações.

O caso aconteceu na terça-feira (18), quando o jovem saiu de um estabelecimento comercial e acabou abordado nas proximidades. Segundo o relato apresentado por ele, houve uso de força física durante a ação, incluindo um golpe conhecido como “mata-leão”, além de supostas ofensas verbais. Familiares também divulgaram imagens nas quais aparecem marcas no pescoço e nas costas do rapaz.

PM apresenta versão sobre abordagem

A versão apresentada pela Polícia Militar é diferente. Segundo a corporação, a equipe realizava uma abordagem preventiva após receber uma denúncia de atitude suspeita.

Ainda conforme a PM, os policiais não sabiam que o jovem tinha diagnóstico de autismo no momento da abordagem. A corporação informou que ele teria demonstrado agitação e não obedecido imediatamente à ordem de parada, levando os agentes a utilizar técnicas de contenção física.

O jovem foi levado à Delegacia de Polícia Civil de Macau para averiguação. No local, os policiais tomaram conhecimento de que ele era autista e, como não foi identificada prática criminosa, o rapaz acabou liberado e entregue à família.

Polícia Civil também apura o caso

Além do procedimento aberto pela Polícia Militar, a Polícia Civil instaurou uma investigação para esclarecer as circunstâncias da abordagem.

A Defensoria Pública também informou que acompanha o caso. A apuração deverá confrontar os relatos apresentados pelo jovem, familiares e policiais, além das imagens que passaram a circular nas redes sociais.

Em nota, a PMRN afirmou que “não compactua com qualquer tipo de excesso ou desvio de conduta que atente contra a dignidade da pessoa humana” e declarou que a atuação policial deve seguir os princípios da legalidade, do respeito ao cidadão e dos protocolos técnicos da instituição.

A investigação deverá determinar se houve excesso na abordagem e se os procedimentos adotados pela equipe estavam de acordo com as normas da corporação. Até a conclusão dos procedimentos, não há decisão definitiva sobre eventual irregularidade na conduta dos policiais.

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