Reprodução STF

Uma pesquisa AtlasIntel/Estadão divulgada nesta terça-feira (22) aponta que 60,5% dos entrevistados defendem o impeachment imediato do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), diante das suspeitas relacionadas ao caso Banco Master. O levantamento também questionou a opinião dos participantes sobre o ministro Alexandre de Moraes, para quem 49,8% manifestaram a mesma posição.

Os entrevistados foram apresentados ainda a um segundo cenário: a possibilidade de abertura de um processo de impeachment somente depois da confirmação de eventual envolvimento dos ministros no caso. Nessa hipótese, 26,1% disseram concordar com o impeachment de Toffoli, enquanto 31,9% deram essa resposta em relação a Moraes.

A pesquisa também identificou parcelas dos entrevistados contrárias ao impeachment dos dois ministros. No caso de Toffoli, 6,5% afirmaram que ele não deveria sofrer impeachment. Em relação a Moraes, esse percentual foi de 15,1%.

Outro grupo declarou não ter opinião formada sobre o tema. Entre os participantes, 6,8% disseram não saber responder quando questionados sobre Toffoli. Para Moraes, o percentual de entrevistados que não soube responder foi de 3,2%.

Os números mostram diferenças entre as respostas dadas pelos entrevistados para os dois ministros, tanto na defesa de um eventual impeachment imediato quanto na opção condicionada à confirmação de envolvimento no caso. A pesquisa tratou separadamente as duas situações para medir a percepção dos participantes diante das suspeitas mencionadas.

Metodologia

O levantamento foi realizado entre os dias 17 e 21 de setembro e ouviu 1.852 pessoas. Segundo as informações divulgadas sobre a pesquisa, os participantes foram selecionados por meio de recrutamento digital aleatório.

A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Os resultados refletem, portanto, a opinião dos entrevistados no período em que a pesquisa foi realizada e não constituem, por si só, uma conclusão sobre eventual responsabilidade dos ministros em relação ao caso Banco Master.

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