O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste domingo (27), que acredita que a eleição presidencial de 2026 pode ser definida já no primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, o petista declarou ter “uma leve impressão” de que não haverá uma segunda rodada de votação.
“Eu tô com uma leve impressão de que não haverá segundo turno. Veja, eu acho que o povo brasileiro quando ele for votar eu tenho que pensar em você primeiro construa na sua cabeça o mundo que você quer o mundo que você deseja de ter o futuro depois tente ligar o que você pensa o futuro do Brasil é quando a pessoa fizer isso ele vão ter que comparar Lula e Alckmin com os outros. Não tem comparação”, disse.
Durante a entrevista, Lula também mencionou sua trajetória política e a do vice-presidente Geraldo Alckmin e defendeu que os eleitores analisem as biografias e o histórico dos candidatos antes de votar. Na avaliação do presidente, “vai ser simples a escolha” e “nós vamos ganhar as eleições no primeiro turno”.
Lula defende mudança no processo de escolha do STF
Outro tema abordado pelo presidente foi o processo de indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Lula afirmou que pretende discutir uma alteração no modelo atual, de modo que a escolha não fique concentrada apenas no presidente da República.
“Eu acho que tem que mudar o critério. Eu acho que não pode ser só o presidente que indique”, afirmou.
Como alternativa, o presidente sugeriu a criação de um colegiado formado por representantes da sociedade civil para avaliar os nomes antes do encaminhamento ao Senado. Entre as instituições citadas por Lula estão a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), entidades de juristas, sindicatos e organizações empresariais.
“Você pode escolher um colégio de notáveis que possa analisar o envio para o Senado dos nomes para ser dito à Suprema Corte”, afirmou.
Lula também destacou a responsabilidade atribuída aos ministros do STF na interpretação e proteção da Constituição.
“Um ministro da Suprema Corte, ele é o guardião da Constituição. Depois dele, ninguém pode mais nada. Eles podem tudo”, declarou.
Presidente comenta possibilidade de indicar uma mulher
Questionado sobre a possibilidade de indicar uma mulher para a vaga atualmente aberta no STF, Lula afirmou que o gênero não seria o único fator considerado na escolha e mencionou a necessidade de avaliar a qualidade e o perfil dos candidatos.
“E o Supremo, a gente indica de acordo, sabe, com a necessidade e a qualidade das pessoas”, afirmou.
O presidente disse ainda que não teria objeção a escolher uma mulher caso houvesse candidatas com condições equivalentes às dos demais nomes avaliados.
“Se tiver mulher, sabe, em condições as mesmas, eu já indiquei duas. Não tem nenhum problema de indicar a mulher”, declarou.
Lula afirmou, por fim, que considera necessário analisar com mais atenção o histórico dos futuros integrantes da Corte e voltou a defender mudanças no modelo de indicação.
“É preciso a gente discutir com muito mais cuidado a biografia das pessoas que vão assumir a Suprema Corte. Eu estou preocupado agora é com o critério de indicação”, disse.



