Os ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin divergiram nesta terça-feira (15) do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sobre a forma de condução dos casos relacionados aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Durante uma sessão extraordinária da Corte, Fachin defendeu que as questões envolvendo os dois ministros permanecessem em processos separados. Gilmar abriu divergência e foi acompanhado por Dino e Zanin.

A discussão ocorre durante a análise da Petição 16.662 e em meio às controvérsias relacionadas ao caso do Banco Master, que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Fachin defende separação dos processos

Ao apresentar seu voto, Edson Fachin sustentou a manutenção da tramitação separada dos casos relacionados a Moraes e Mendonça.

A posição do presidente do Supremo não foi seguida por Gilmar Mendes, que apresentou uma divergência. Flávio Dino e Cristiano Zanin acompanharam o entendimento do ministro.

A votação estabeleceu, assim, uma divisão entre a posição defendida por Fachin e o entendimento dos três ministros que se manifestaram pela divergência.

Discussão ocorre em meio a tensão no STF

A sessão desta terça-feira foi marcada por debates entre integrantes da Corte sobre a condução dos casos.

Mais cedo, Alexandre de Moraes e André Mendonça tiveram uma discussão durante o plenário. Gilmar Mendes também afirmou que existe “interesse eleitoral” envolvendo a controvérsia e defendeu que o Supremo permaneça afastado da disputa eleitoral.

Os ministros Dias Toffoli e Nunes Marques declararam-se impedidos de participar da análise do relatório relacionado às mensagens atribuídas a Vorcaro.

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