A ex-estagiária da Câmara Municipal de Currais Novos, Palloma Macêdo, se manifestou publicamente sobre a denúncia de importunação sexual contra o vereador Lucieldo da Silva (PSDB). Em publicação nas redes sociais, realizada nesta quinta-feira (13), ela afirmou que não pretende se calar diante do episódio e disse estar adotando medidas legais e administrativas relacionadas ao caso.
Segundo Palloma, o episódio aconteceu em 30 de junho, dentro da sede do Legislativo municipal. Ela afirmou que mantinha uma relação cordial e respeitosa com as pessoas no ambiente de trabalho e ressaltou que cumprimentos, como apertos de mão e abraços, não representam autorização para qualquer contato sem consentimento.
Na manifestação, a ex-estagiária relatou ter sido surpreendida por um tapa nas nádegas. Ela afirmou que reagiu imediatamente e deixou clara sua insatisfação com o ocorrido.
Polícia Civil concluiu investigação
A Polícia Civil investigou o caso e indiciou Lucieldo da Silva pelo crime de importunação sexual. Durante a apuração, a vítima e testemunhas foram ouvidas, e imagens do sistema interno de videomonitoramento da Câmara Municipal foram analisadas.
O inquérito será encaminhado ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), que deverá analisar o material e decidir se apresenta denúncia à Justiça. O indiciamento pela Polícia Civil não representa condenação.
Câmara abre procedimento contra vereador
Na terça-feira (11), a Câmara Municipal de Currais Novos aprovou por unanimidade a abertura de procedimento contra o parlamentar. Onze vereadores votaram favoravelmente à medida. O presidente da Casa, João Gustavo Guimarães, e o próprio Lucieldo não participaram da votação.
Durante a sessão, Lucieldo pediu desculpas e afirmou que o contato físico teria sido involuntário. O vereador também declarou que mantinha uma relação de amizade com a ex-estagiária.
Na manifestação publicada nas redes sociais, Palloma reforçou que considera inaceitável qualquer contato de natureza sexual sem consentimento e afirmou que continuará adotando as providências relacionadas ao caso.
“Nenhuma mulher deve ser vítima de assédio, ainda mais por alguém que ocupa cargo público e deveria ser exemplo de respeito”, declarou.



