Foto - Reprodução

Cadu de Lula chega ao segundo turno das eleições no Rio Grande do Norte carregando o nome e o apoio do atual presidente da República. Mas não é apenas Lula que acompanha Cadu Xavier nesta reta final da disputa pelo Governo do Estado. O candidato também leva consigo episódios de sua passagem pelo governo Fátima Bezerra que levantam questionamentos sobre moralidade e uso do dinheiro público.

Em plena pandemia da Covid-19, quando milhares de potiguares enfrentavam desemprego, perda de renda e dependiam do auxílio emergencial para colocar comida dentro de casa, Cadu ocupava um dos cargos mais importantes do governo: era secretário da Fazenda.

Foi nesse período que uma mudança resultou no aumento da própria remuneração do então secretário. Uma manobra que poderia até encontrar respaldo na legalidade, mas que inevitavelmente provoca outra discussão: era moral fazer isso naquele momento?

Enquanto o povo contava os reais do auxílio emergencial e enfrentava uma crise sem precedentes, Cadu via aumentar o dinheiro que entrava no próprio bolso.

E não foi o único episódio.

Cadu de Fátima também foi à Europa em uma viagem oficial, com passagem e diárias custeadas pelo poder público, para participar de um congresso na Itália. O detalhe é que o evento durava três dias. A permanência de Cadu por lá, oito.

Isso mesmo: o congresso acabou, mas Cadu permaneceu outros cinco dias na Itália.

E não estava sozinho. A estadia foi prolongada ao lado da noiva.

É justamente aí que surge uma pergunta que precisa ser respondida com clareza: quem pagou a conta desses cinco dias adicionais?

Se as despesas particulares foram bancadas pelo próprio Cadu, que isso seja esclarecido. Mas permanece outra questão: a passagem de volta, adquirida pelo Governo do Rio Grande do Norte para uma missão oficial, foi utilizada depois da extensão da viagem.

Na prática, uma viagem iniciada para atender a um compromisso público terminou permitindo uma permanência particular maior na Europa.

Uma espécie de “mini lua de mel” facilitada por uma passagem de retorno paga com dinheiro público — dinheiro meu, seu e de todos os potiguares.

Esse é Cadu.

Cadu de Lula. Cadu de Fátima. O ex-secretário da Fazenda que agora quer ser governador e assumir a responsabilidade de cuidar de bilhões de reais pertencentes ao povo do Rio Grande do Norte.

E é justamente por isso que seu passado na administração pública importa.

No segundo turno, o eleitor não está escolhendo apenas entre nomes, partidos ou padrinhos políticos. Está escolhendo quem terá a chave do cofre do Estado pelos próximos quatro anos.

Então fica a pergunta:

Você acredita que Cadu Xavier vai administrar o Rio Grande do Norte da mesma maneira como conduziu sua passagem pelo governo Fátima Bezerra?

Ou acredita que, chegando ao Governo, sua relação com o dinheiro público será diferente?

A resposta agora está nas mãos do eleitor potiguar.

 

 

Ver esse post no Instagram

 

Um post compartilhado por RN247 (@portalrn247)