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O governo federal destinou aproximadamente R$ 33,9 bilhões em emendas parlamentares entre janeiro e o dia 4 de julho deste ano, segundo dados do sistema Siga Brasil, plataforma de acompanhamento da execução orçamentária do Senado Federal.

O montante representa o maior volume de recursos liberados em um período que antecede eleições e supera todo o valor pago ao longo de 2022, ano em que ocorreu o último pleito presidencial.

De acordo com o levantamento, os repasses por meio das emendas também ficaram acima dos investimentos executados pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no mesmo intervalo. Enquanto as emendas somaram R$ 33,9 bilhões, os investimentos do programa federal alcançaram R$ 19,65 bilhões.

Os pagamentos foram realizados antes do início do período de restrições eleitorais, conhecido como defeso eleitoral, quando passam a valer limitações para determinadas transferências voluntárias da União nos três meses que antecedem as eleições.

A maior parte dos recursos foi destinada às emendas individuais apresentadas por deputados federais e senadores, que totalizaram R$ 18,55 bilhões. As emendas de comissão receberam R$ 7,68 bilhões, enquanto as emendas de bancada estadual responderam por outros R$ 7,28 bilhões.

Em nota, a Secretaria de Relações Institucionais afirmou que a execução das emendas segue as regras previstas na legislação, observa as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e depende tanto da análise técnica dos projetos quanto da disponibilidade orçamentária do governo.

Entre as áreas contempladas, a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados concentrou o maior volume de recursos em 2026, com cerca de R$ 3,6 bilhões destinados a ações do setor.

No ranking individual, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) aparece como o parlamentar com maior volume de emendas pagas até o momento. Segundo os dados do Siga Brasil, foram liberados R$ 88,85 milhões em recursos vinculados ao seu mandato.

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