O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) abriu uma investigação para apurar denúncias contra o Banco Bradesco por supostas dificuldades enfrentadas por idosos e pessoas com deficiência para acessar serviços bancários em Natal. A apuração surgiu após reclamações de que agências da instituição estariam funcionando sem atendimento presencial adequado, obrigando clientes a recorrerem apenas a canais digitais.
Segundo o Ministério Público, a situação pode estar prejudicando principalmente beneficiários do INSS que dependem do banco para receber aposentadorias, pensões e outros pagamentos. A denúncia aponta que muitas dessas pessoas enfrentam dificuldades para utilizar aplicativos, caixas eletrônicos e demais ferramentas digitais, ficando sem assistência humana para resolver problemas ou movimentar suas contas.
Na portaria que instaurou o inquérito, o MPRN destaca que o acesso aos benefícios previdenciários tem caráter alimentar e que barreiras tecnológicas podem comprometer direitos básicos de cidadãos que necessitam de atendimento diferenciado. A investigação também busca verificar se houve redução do atendimento físico em agências da capital potiguar e quais medidas de acessibilidade são oferecidas pelo banco.
Como uma das primeiras providências, o Ministério Público deu prazo de 20 dias para que o Bradesco informe quantas agências em Natal operam sem caixas de atendimento presencial e detalhe quais mecanismos de apoio são disponibilizados para pessoas com deficiência e clientes com dificuldades no uso de tecnologias. A investigação ainda está em fase inicial e não há conclusão sobre eventual irregularidade por parte da instituição.





