A 100 dias do primeiro turno das eleições de 2026, PT e PL já acumulam quase 120 medidas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relacionadas a publicações nas redes sociais durante a pré-campanha presidencial.
Levantamento obtido pela CNN Brasil mostra que o PT contabilizou cerca de 60 medidas entre fevereiro e 18 de junho. O balanço reúne representações, pedidos de direito de resposta, notícias-crime e ofícios enviados às plataformas digitais.
A maior parte das iniciativas petistas tem como alvo o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), o próprio Partido Liberal, parlamentares aliados e perfis nas redes sociais.
As contestações envolvem principalmente conteúdos produzidos com inteligência artificial, impulsionamento considerado irregular e suposta propaganda eleitoral antecipada negativa.
Entre os materiais questionados está um vídeo com inteligência artificial inspirado no filme “Top Gun”. Segundo o PT, a publicação associa indevidamente o partido ao crime organizado e ataca antecipadamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A legenda também contestou conteúdos que relacionam Lula ao Banco Master, a fraudes investigadas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho.
PL soma 58 ações contra Lula e aliados
O PL apresentou cerca de 58 representações contra Lula, o PT e aliados do presidente desde o início do ano. As medidas também buscam retirar publicações do ar e responsabilizar autores e plataformas por conteúdos considerados irregulares.
As ações incluem questionamentos sobre postagens que atingem a imagem de Flávio Bolsonaro e pedidos de suspensão de conteúdos apontados como propaganda eleitoral antecipada negativa.
Em decisões recentes, o TSE determinou a retirada de publicações que associavam Flávio Bolsonaro a facções criminosas. A Corte também analisou ações contra vídeos que, segundo os autores dos processos, vinculavam Lula e o PT ao crime organizado sem respaldo em fatos concretos.
Disputa deve crescer até o início da campanha
As equipes jurídicas das duas pré-campanhas passaram a acompanhar as redes sociais praticamente em tempo real. O objetivo é conseguir a remoção rápida de conteúdos e estabelecer limites para as estratégias digitais dos adversários.
A avaliação interna dos dois partidos é de que a judicialização deverá aumentar até o início oficial da campanha eleitoral, previsto para agosto.
As decisões tomadas durante a pré-campanha também começam a delimitar o entendimento da Justiça Eleitoral sobre o uso de inteligência artificial, ataques à honra, informações falsas e propaganda negativa antes do período permitido.




