O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra (União Brasil) afirmou, nesta quinta-feira (25), que pretende construir uma terceira ponte sobre o Rio Potengi para ampliar a ligação entre a Zona Norte e as demais regiões de Natal.
A proposta foi apresentada durante entrevista ao programa Contraponto, da rádio 96 FM. Segundo o ex-prefeito de Mossoró, a obra seria viabilizada por meio de um ajuste fiscal e administrativo para recuperar a capacidade de investimento do Governo do Estado.
“Natal vive uma crise de mobilidade, principalmente na Zona Norte, e, se nada for feito, vai ficar impossível de se viver”, declarou.
Allyson citou os congestionamentos na Ponte Newton Navarro, as dificuldades nas principais vias de acesso à região e a demora das obras da Avenida das Fronteiras, classificada por ele como “uma obra interminável do Governo do Estado”.
O pré-candidato afirmou que pretende ser o primeiro governador, desde Wilma de Faria, a entregar uma grande intervenção de mobilidade na capital. A Ponte Newton Navarro foi inaugurada em 2007, durante a gestão da ex-governadora.
“Nós vamos cuidar, sim, da mobilidade da cidade. O último governo a olhar para a capital do Estado, de forma a entregar uma obra de mobilidade importante, foi o da ex-governadora Wilma de Faria”, afirmou.
Ao defender a viabilidade da terceira ponte, Allyson mencionou obras realizadas durante sua gestão em Mossoró, como o Complexo Viário 15 de Março, ciclovias, alargamento de pontes e intervenções em rodovias urbanas.
“Eu não estou falando de uma proposta irreal. Eu não estou falando de uma proposta distante. Eu estou falando enquanto gestor que entregou obra, começou, entregou, inaugurou, funcionando a obra”, disse.
Allyson também ressaltou sua formação como engenheiro civil e afirmou que pretende aplicar no Governo do Estado métodos de planejamento, acompanhamento e execução utilizados na administração mossoroense.
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“Choque de gestão” nas contas estaduais
Questionado sobre a origem dos recursos para uma obra de grande porte, o pré-candidato afirmou que a primeira medida de um eventual governo será reorganizar as finanças estaduais.
“Primeira ação de governo que vai ser feita no Estado do Rio Grande do Norte é uma ação para reorganizar, organizar as finanças do Estado”, declarou.
Segundo Allyson, o problema financeiro estadual não está apenas na arrecadação, mas na administração dos recursos. Ele citou o aumento da alíquota do ICMS de 18% para 20% e criticou os resultados fiscais da atual gestão.
O pré-candidato mencionou a nota C do Estado na Capacidade de Pagamento, calculada pela Secretaria do Tesouro Nacional, e um levantamento atribuído à XP Investimentos sobre a situação fiscal do Rio Grande do Norte.
“Do ponto de vista fiscal e financeiro, o Estado do Rio Grande do Norte está lá embaixo. Teve uma gestão pífia, uma gestão péssima do ponto de vista de administração financeira”, afirmou.
Mutirão para destravar investimentos
O pré-candidato afirmou que pretende ampliar a arrecadação sem elevar impostos, acelerando processos de licenciamento e liberando investimentos privados.
Segundo ele, cerca de R$ 200 milhões em receitas potenciais estariam represados em processos relacionados à exploração de petróleo e gás natural. Allyson também citou dificuldades enfrentadas por projetos de mineração, energia eólica, energia solar, hotéis e resorts.
“Nós vamos fazer um grande mutirão no início do governo para destravar o Estado. O Estado vai passar a arrecadar mais sem aumentar imposto, gerando desenvolvimento e gerando emprego”, declarou.
Para Allyson, a iniciativa privada deve realizar os investimentos, enquanto o poder público atua como indutor do desenvolvimento.
“É inadmissível que ainda hoje nós tenhamos um governo tão travado”, afirmou.
Experiência em Mossoró
Allyson disse que, ao assumir a Prefeitura de Mossoró em 2021, encontrou o 13º salário atrasado, terceirizados com cerca de cinco meses sem pagamento, dívidas com fornecedores, débito previdenciário superior a R$ 230 milhões e nota C na Capacidade de Pagamento.
Segundo ele, após renegociações, reorganização administrativa e digitalização dos processos, o município alcançou nota A e acumulou cerca de R$ 240 milhões em caixa na previdência municipal.
“Eu já mostrei que é possível fazer boa gestão, com responsabilidade”, disse.
“Vou colocar toda a minha experiência como gestor público e como engenheiro civil, organizando métodos, organizando processos e trazendo modernidade e tecnologia para dentro do Estado”, concluiu.
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