O deputado Gustavo cobrou explicações sobre 30 obras paradas no Governo do Rio Grande do Norte (Foto: Divulgação/ALRN)

O deputado estadual Gustavo Carvalho (PL) cobrou explicações do Governo do Rio Grande do Norte sobre 30 obras públicas classificadas como paralisadas no Portal da Transparência estadual. Segundo o parlamentar, os contratos somam mais de R$ 62,5 milhões e atingem áreas essenciais, como saúde, educação, infraestrutura, segurança, turismo e transporte.

A cobrança foi feita durante a sessão ordinária desta quinta-feira (18), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. De acordo com Gustavo Carvalho, os empreendimentos foram iniciados a partir de 2019, primeiro ano da gestão da governadora Fátima Bezerra (PT).

“O que estou tratando aqui está exposto pelo Portal da Transparência. Cada obra paralisada, para ser retomada, aumenta os custos. O povo precisa saber disso”, declarou.

Entre as intervenções citadas estão obras nos hospitais Monsenhor Walfredo Gurgel, Regional Tarcísio Maia, Dr. José Pedro Bezerra, conhecido como Hospital Santa Catarina, Pediátrico Maria Alice Fernandes e Giselda Trigueiro.

Também foram mencionados o Hemonorte, o Hemocentro de Mossoró, o Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Lacen) e o muro da Cadeia Pública de Natal.

O deputado destacou ainda o projeto do Hospital Metropolitano, estimado em aproximadamente R$ 200 milhões, e cobrou esclarecimentos sobre o andamento das obras.

“Quando uma obra na saúde fica parada, não é apenas concreto que deixa de ser erguido. É atendimento que deixa de melhorar, é paciente que continua sofrendo, é servidor que permanece trabalhando em condições difíceis e é a população que paga a conta da ineficiência”, afirmou.

Segundo Gustavo Carvalho, as paralisações elevam os custos de retomada, atrasam a entrega de serviços e impedem que os investimentos cheguem à população.

“Obra parada é dinheiro público parado. É serviço público prejudicado. É falta de respeito com o cidadão”, disse.

José Dias acusa governo de falta de pagamento

Durante o debate, o deputado José Dias (PL) reforçou as críticas e afirmou que parte das obras estaria paralisada por falta de pagamento às empresas contratadas.

“As empresas estão paradas porque o governo é caloteiro. O governo é irresponsável por iniciar obras e não ter capacidade para concluir”, declarou.

Gustavo Carvalho defendeu que o Executivo apresente os motivos das interrupções, a situação de cada contrato, as pendências existentes e um cronograma efetivo para a retomada dos serviços.

“Transparência não pode ser apenas expor o problema. É preciso explicar, assumir responsabilidades e apresentar solução”, cobrou.

Base governista contesta críticas

Em defesa do Governo do Estado, o deputado Dr. Bernardo (PV) afirmou que intervenções como as realizadas no Hospital Regional Tarcísio Maia estariam em andamento. Segundo ele, parte dos projetos também depende de repasses e de procedimentos conduzidos com a Caixa Econômica Federal.

O líder governista na Assembleia, deputado Francisco do PT, afirmou que a interrupção temporária de obras pode ocorrer por diferentes motivos, como distratos com empresas, medições e trâmites contratuais.

“Paralisação de obra é algo que pode ocorrer em qualquer esfera de governo, por diversas razões”, declarou.

Gustavo Carvalho afirmou que continuará fiscalizando a execução dos contratos e cobrando respostas do Governo do Estado sobre a retomada das obras.

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