O Ministério Público do Rio Grande do Norte decidiu ampliar uma investigação que apura denúncias envolvendo a Guarda Municipal de São Gonçalo do Amarante. As suspeitas recaem sobre a atual comandante da corporação, Isabella Larice Avelino de Oliveira, e incluem relatos de cobranças indevidas feitas a guardas municipais, além de possíveis irregularidades em procedimentos internos.
Segundo o Ministério Público, as denúncias apontam que agentes teriam sido obrigados a arcar com custos de exames exigidos pela corporação. Também estão sendo investigadas supostas falhas na reaplicação desses testes para servidores que não obtiveram aprovação, o que teria gerado questionamentos sobre a condução dos processos administrativos.
A apuração ganhou novos desdobramentos após o recebimento de outras denúncias relatando supostos casos de assédio moral, perseguição e exonerações que teriam ocorrido como forma de retaliação contra servidores que contestaram decisões do comando da Guarda Municipal. Entre os fatos citados estão reclamações envolvendo procedimentos internos e a atuação da corregedoria da instituição.
Diante da gravidade das acusações e da necessidade de aprofundar a coleta de informações, o Ministério Público transformou o procedimento inicial em uma investigação mais ampla e solicitou documentos, relatórios e esclarecimentos sobre as apurações internas já realizadas pela própria Guarda Municipal. O objetivo é verificar se houve irregularidades e identificar eventuais responsabilidades pelos fatos denunciados.




