Um dos principais objetivos de uma pesquisa é conhecer o número de pessoas que votariam em determinado candidato. (Foto: Divulgação/Tribunal Superior Eleitoral)

O Rio Grande do Norte entrou definitivamente no radar das pesquisas para as eleições de 2026. Entre 1º de janeiro e 13 de junho, o estado contabilizou 34 levantamentos registrados na Justiça Eleitoral, número que o coloca na quarta posição do ranking nacional.

O RN aparece atrás apenas de Goiás e Piauí, que somam 50 pesquisas cada, e da Paraíba, com 37. Na sequência estão Sergipe, com 30 registros; São Paulo, com 27; Rio de Janeiro, com 26; Pernambuco, com 23; e Pará, com 22.

O ritmo de cadastramento ganhou força especialmente em maio. Das 34 pesquisas registradas no estado até 13 de junho, 15 foram protocoladas naquele mês, o equivalente a aproximadamente 44% do total acumulado no período.

Os números indicam uma antecipação das movimentações em torno da sucessão estadual e das disputas para o Senado, a Câmara dos Deputados, a Assembleia Legislativa e a Presidência da República. Mesmo antes do início oficial da campanha, os levantamentos já acompanham possíveis cenários, níveis de conhecimento dos nomes cotados, rejeição e intenção de voto do eleitorado.

Número de pesquisas mais que dobrou em quatro anos

No recorte entre janeiro e maio, o Rio Grande do Norte registrou 33 pesquisas eleitorais em 2026. No mesmo período de 2022, foram 13. A diferença representa crescimento de 153,85% em quatro anos.

Até o fim de maio, o RN liderava o Nordeste em número de levantamentos, seguido pela Paraíba, que contabilizava 32. Com os novos registros realizados em junho, porém, o estado paraibano passou à frente, chegando a 37 pesquisas até o dia 13, enquanto o território potiguar alcançou 34.

A comparação regional também mostra crescimento em outros estados. Sergipe passou de dez pesquisas entre janeiro e maio de 2022 para 25 no mesmo período de 2026, alta de 150%. No Ceará, os registros avançaram de sete para 20, crescimento de 185,71%.

Pernambuco saiu de 12 para 17 levantamentos, alta de 41,67%, enquanto Alagoas passou de seis para oito, crescimento de 33,33%. A Bahia manteve 12 registros nos dois períodos. Já o Maranhão recuou de 24 para 17, redução de 29,17%.

A Paraíba apresentou a maior variação proporcional entre os estados analisados, passando de apenas uma pesquisa nos cinco primeiros meses de 2022 para 32 no mesmo intervalo de 2026, aumento de 3.100%.

Movimento já havia sido registrado nas eleições de 2024

O aumento das pesquisas eleitorais no Rio Grande do Norte não começou em 2026. Durante as eleições municipais de 2024, o estado também registrou expansão na quantidade de levantamentos.

Até setembro daquele ano, haviam sido contabilizadas 466 pesquisas, contra 369 durante todo o processo eleitoral de 2020, crescimento de aproximadamente 26%. Em Natal, o avanço foi ainda maior: o número passou de 61 pesquisas em 2020 para 147 em 2024, alta próxima de 141%.

Os números reforçam uma tendência de ampliação do interesse de veículos de comunicação, partidos, empresas e institutos por informações sobre o comportamento do eleitorado potiguar.

O crescimento, no entanto, também aumenta a importância da transparência e da fiscalização. Em ano eleitoral, os levantamentos precisam ser previamente registrados na Justiça Eleitoral, com informações como contratante, fonte dos recursos, metodologia, período de realização, plano amostral, margem de erro e nível de confiança.

Com 34 pesquisas já registradas até 13 de junho, o Rio Grande do Norte inicia o ciclo eleitoral de 2026 entre os estados mais pesquisados do país. O volume sinaliza que, embora a campanha oficial ainda não tenha começado, a disputa política já ganhou força nos levantamentos e nos bastidores.

Confira o ranking de pesquisas registradas entre 1º de janeiro e 13 de junho de 2026:

  1. Goiás — 50
  2. Piauí — 50
  3. Paraíba — 37
  4. Rio Grande do Norte — 34
  5. Sergipe — 30
  6. São Paulo — 27
  7. Rio de Janeiro — 26
  8. Pernambuco — 23
  9. Pará — 22
  10. Amazonas — 21
  11. Ceará — 21
  12. Maranhão — 19
  13. Mato Grosso do Sul — 18
  14. Distrito Federal — 17
  15. Tocantins — 17
  16. Minas Gerais — 16
  17. Paraná — 16
  18. Acre — 13
  19. Bahia — 13
  20. Espírito Santo — 13
  21. Rio Grande do Sul — 13
  22. Rondônia — 12
  23. Mato Grosso — 11
  24. Santa Catarina — 11
  25. Alagoas — 10
  26. Amapá — 10
  27. Roraima — 3
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