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O senador Rogério Marinho (PL-RN) elevou o tom contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o petista criticar a atuação da oposição contra a proposta que prevê o fim da escala 6×1.

Coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), Marinho afirmou que Lula estaria tentando repetir uma estratégia de promessas populares e classificou a defesa do fim da escala 6×1 como o “golpe da picanha 2”.

Em publicação nas redes sociais, o senador chamou Lula de “ladrão da esperança” e acusou o presidente de tentar convencer os trabalhadores de que seria possível reduzir a jornada sem diminuir salários e sem gerar consequências econômicas.

“Lula, ou você é burro ou mal-intencionado. Como você engana a população há mais de 40 anos, sei que burro não é. Então, posso afirmar com toda a certeza que é mal-intencionado”, escreveu Marinho.

Marinho alerta para efeitos econômicos

O senador argumenta que a mudança na jornada poderá elevar os custos das empresas. Na avaliação dele, esse aumento poderia provocar reajustes de preços, fechamento de empresas, redução de vagas formais e crescimento da informalidade.

Marinho também afirmou que o custo da mudança acabaria sendo transferido para os próprios trabalhadores.

A posição foi reforçada durante a discussão da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Marinho foi um dos quatro senadores que votaram contra o texto, ao lado de Hamilton Mourão, Tereza Cristina e Jaime Bagattoli. A PEC, contudo, foi aprovada simbolicamente pela comissão.

Lula acusa oposição de barrar mudança

O embate começou depois de Lula afirmar que a oposição, liderada pelo coordenador da campanha de seu adversário, estava trabalhando para impedir o avanço da proposta.

O presidente defendeu a redução da jornada sem corte salarial e afirmou que os argumentos utilizados contra a mudança repetem discursos históricos de resistência a direitos trabalhistas.

Lula citou como exemplos as críticas que existiram no passado à criação das férias e do 13º salário e afirmou que a escala 6×1 prejudica a saúde mental e a convivência familiar dos trabalhadores.

PEC ainda precisa passar pelo plenário

A proposta aprovada pela CCJ prevê a redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, além de garantir dois dias de repouso remunerado por semana, sem redução salarial.

O texto ainda precisa ser analisado pelo plenário do Senado. Para ser aprovado, terá de obter pelo menos 49 votos favoráveis em dois turnos. A expectativa é que a votação ocorra após o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.

O confronto entre Lula e Rogério Marinho acrescenta mais um capítulo à disputa política de 2026. De um lado, o governo apresenta o fim da escala 6×1 como avanço nas condições de trabalho. Do outro, a oposição sustenta que a mudança pode provocar efeitos negativos sobre empresas, empregos e preços.

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