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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (5) que o partido pretende lançar o senador Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado em 2027. A declaração foi dada em entrevista ao SBT News.

Segundo Valdemar, a legenda não pretende apoiar uma eventual candidatura do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), à recondução do cargo.

“O Rogério Marinho é o que reúne as melhores condições para ser presidente do Senado, é muito preparado. E o Senado vai trabalhar para isso”, disse Valdemar. Ao comentar a possibilidade de apoiar Alcolumbre novamente, afirmou que está “totalmente descartado”.

O PL deverá ampliar sua presença no Senado a partir da próxima legislatura. A legenda terá 28 das 81 cadeiras, passando a representar mais de um terço da composição da Casa.

Valdemar também afirmou que pretende construir uma articulação com outros partidos para garantir maioria em torno de Marinho. “Nós temos os outros partidos que elegeram [aliados]. Por exemplo, o [Guilherme] Derrite é do PP. Nós vamos ter o PP do nosso lado, vamos ter a União Brasil, vamos ter o Republicanos. Nós fazemos maioria lá”, declarou.

PL, PP, União Brasil e Republicanos terão, juntos, 44 senadores na próxima legislatura, conforme a composição projetada para 2027.

Apoio depende de vitória de Flávio Bolsonaro

A estratégia, porém, está vinculada ao resultado da eleição presidencial. Valdemar afirmou que a eleição de Marinho para o comando do Senado dependeria de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto.

“Precisamos fazer o presidente da República para fazer o presidente do Senado, porque há uma influência muito grande do Executivo no Senado”, afirmou.

Rogério Marinho atua como coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro no segundo turno.

Segunda disputa pela presidência

A candidatura de Marinho representaria uma nova tentativa de chegar ao comando do Senado. Em 2023, o parlamentar disputou a presidência da Casa contra Rodrigo Pacheco, que buscava a reeleição pelo então PSD.

Na ocasião, Pacheco venceu por 49 votos a 32, com apoio do governo e do grupo político ligado a Davi Alcolumbre.

O presidente do Senado é responsável por conduzir as sessões do Plenário e definir quais matérias entram na pauta de votação. O cargo também possui influência sobre a tramitação de projetos, a composição das comissões e a análise de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal.

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