O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra (União Brasil) criticou a situação financeira do Estado e responsabilizou a gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) pelas dificuldades enfrentadas pela administração pública. Em entrevista ao Inter 1, da Inter TV Cabugi, nesta sexta-feira (16), Allyson afirmou que o governo deixou o Rio Grande do Norte “quebrado”, com dívidas e insegurança para os servidores. A declaração também coloca em evidência a trajetória de Cadu (PT), candidato apoiado pela governadora e ex-secretário estadual da Fazenda, responsável pela área financeira durante a gestão petista.
“Quem passou oito anos administrando as finanças do Estado e deixou o Estado quebrado, com dívidas e nessa situação de insegurança até para os servidores, para médicos, como a gente está vendo as matérias aí todo santo dia, não tem capacidade de gerir o Estado”, afirmou Allyson. O candidato também prometeu levar ao Governo do Estado o modelo de administração que diz ter aplicado em Mossoró. “Eu já fiz com o prefeito, agora vou fazer com o governador”, acrescentou.
Durante a entrevista, Allyson afirmou que o Estado enfrenta dificuldades para cumprir compromissos com os servidores públicos. Ele citou o bloqueio de empréstimos consignados, além da incerteza de aposentados e pensionistas em relação aos pagamentos. Para o candidato, o cenário exige reorganização das contas públicas e mudanças estruturais na administração estadual.
As críticas ganham um componente político com a candidatura de Cadu. Antes de entrar na disputa pelo Governo do RN, o petista esteve à frente da Secretaria Estadual da Fazenda, pasta responsável pela condução da política fiscal e pelo acompanhamento das receitas e despesas do Estado. Agora, apoiado por Fátima Bezerra, Cadu busca assumir o comando de uma administração cuja situação financeira está no centro dos questionamentos feitos por seu adversário.
Como contraponto, Allyson citou Mossoró, segunda maior cidade potiguar, e afirmou que o município possui nota A na capacidade de pagamento, indicador que, segundo ele, permite ampliar os investimentos públicos. O candidato defendeu que a organização financeira seja uma das prioridades de uma eventual gestão estadual.
Outro ponto abordado foi a proposta de reduzir a burocracia para facilitar a instalação de empresas e a chegada de novos empreendimentos ao Rio Grande do Norte. Allyson criticou as dificuldades enfrentadas por empresários para obter licenças ambientais e regularizar atividades junto ao Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema). “Nós precisamos desburocratizar o Estado. Para isso eu trago a liberdade econômica”, declarou.
O candidato afirmou estar convencido de que a simplificação dos procedimentos poderá estimular a atividade econômica e ampliar a arrecadação estadual. Ele também mencionou a busca por emendas parlamentares e parcerias com o Governo Federal para viabilizar os investimentos previstos em seu plano de governo. “Nós seremos parceiros daqueles que querem empreender no Rio Grande do Norte”, disse.
Allyson também afirmou que pretende dialogar com o governo federal independentemente do resultado da eleição e buscar apoio dos três senadores e dos oito deputados federais do Rio Grande do Norte para viabilizar projetos prioritários.A situação fiscal do Estado se tornou um dos pontos de confronto na disputa pelo Governo do RN.



