Mais da metade da população adulta do Rio Grande do Norte está com o nome negativado. Segundo dados mais recentes do Mapa da Inadimplência da Serasa, o estado tem 1.379.226 pessoas inadimplentes, o equivalente a 51,8% dos adultos potiguares.
Juntos, os consumidores acumulam R$ 7,8 bilhões em dívidas, distribuídas em 4.477.740 débitos ativos. Em média, cada inadimplente do estado possui mais de três dívidas e deve aproximadamente R$ 5.664,86.
Os números colocam o Rio Grande do Norte em um cenário de forte pressão sobre o orçamento das famílias e sobre o acesso ao crédito.
Inadimplência atinge mais da metade dos adultos
O percentual de 51,8% significa que mais de um em cada dois adultos potiguares possui alguma restrição no CPF.
O cenário estadual acompanha uma tendência observada em outras partes do país. Segundo a Serasa, o Brasil chegou a 83,5 milhões de inadimplentes em 2026, enquanto mais de 50% da população adulta do Nordeste enfrenta restrições no CPF.
O levantamento também aponta que o problema pode se prolongar por anos. Cerca de 42% dos brasileiros que estão negativados atualmente já enfrentavam restrições há uma década.
Dívidas afetam acesso ao crédito
A inadimplência tem impacto direto na capacidade de consumo das famílias. Pessoas com restrições podem enfrentar mais dificuldades para conseguir empréstimos, financiamentos, cartões e compras parceladas.
No Rio Grande do Norte, a pontuação média de crédito também apresentou queda. O Score médio dos potiguares passou de 529 para 524 pontos em um ano, segundo dados da Serasa.
Apesar da redução, a média estadual permanece na faixa considerada boa, entre 501 e 700 pontos.
Cartão e bancos concentram dívidas
Os débitos relacionados a bancos e cartões de crédito representam uma parcela significativa das pendências dos consumidores potiguares.
No levantamento estadual, essas dívidas correspondem a cerca de 32% do total. Contas de serviços como água, energia, telecomunicações e gás aparecem na sequência, além das dívidas com o comércio.
O cenário reforça o peso das taxas de juros e do crédito rotativo sobre o orçamento das famílias.
Renegociação pode ajudar consumidores
Com o avanço da inadimplência, a renegociação aparece como uma das principais alternativas para consumidores que desejam regularizar a situação financeira.
A Serasa mantém iniciativas de negociação de dívidas que permitem aos consumidores buscar descontos e condições diferenciadas para quitar ou parcelar débitos.
O cenário, porém, mostra que a inadimplência deixou de ser um problema pontual e passou a representar um desafio significativo para a economia potiguar, afetando tanto o orçamento das famílias quanto o funcionamento do mercado de crédito.



