Foto: Sérgio Henrique Santos

Os professores e educadores infantis da rede municipal de ensino de Natal iniciaram, nesta quinta-feira (6), uma greve por tempo indeterminado. A paralisação foi aprovada em assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN), que alega falta de avanços nas negociações com a Prefeitura de Natal.

A greve aumenta a pressão sobre a gestão do prefeito Paulinho Freire (União Brasil) na área da educação. Para o Sinte-RN, a falta de avanços nas negociações e a ausência de uma proposta que contemple as principais reivindicações da categoria levaram ao endurecimento do movimento. O sindicato afirma que a atual administração não tem apresentado respostas suficientes às demandas dos profissionais da educação, cenário que culminou na paralisação das atividades na rede municipal.

O movimento teve início com um ato público em frente à sede da Prefeitura. Entre as principais reivindicações da categoria estão a reposição das perdas salariais, a unificação das carreiras, a isonomia salarial e melhorias nas condições de trabalho nas escolas da rede municipal. O sindicato também defende um reajuste de 4,6% para este ano, percentual que considera uma recomposição parcial das perdas acumuladas ao longo dos últimos anos.

De acordo com o Sinte-RN, a decisão pela greve ocorreu após sucessivas rodadas de negociação sem acordo. A entidade afirma que os profissionais da educação de Natal recebem a menor remuneração média entre os docentes das dez maiores cidades do Rio Grande do Norte, situação que, segundo o sindicato, evidencia a necessidade de valorização da categoria.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que mantém diálogo permanente com os representantes dos professores e que aguardava a comunicação oficial sobre a deflagração da greve para se posicionar formalmente sobre o movimento.

Durante a paralisação, o sindicato informou que manterá uma agenda de mobilizações e reuniões do comando de greve, enquanto busca retomar as negociações com a administração municipal. Ainda não há previsão para o encerramento do movimento.

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