Governadora Fátima Bezerra (PT) - Foto: reprodução

O debate sobre o futuro da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) esquentou na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN). De um lado, cresce a discussão sobre a participação da iniciativa privada nos serviços de saneamento; do outro, o sindicato dos trabalhadores da companhia reage e promete resistência contra qualquer tentativa de privatização.

A polêmica envolve o governo da petista Fátima Bezerra, que contratou o BNDES para estruturar uma Parceria Público-Privada (PPP) voltada aos serviços de esgotamento sanitário em 48 municípios do Rio Grande do Norte. Embora o projeto trate especificamente da estruturação de uma PPP, o avanço da participação privada na área alimentou o temor de que a medida possa abrir caminho para uma futura privatização da Caern.

Na ALRN, deputados levaram o assunto para o plenário e passaram a discutir os possíveis impactos de uma mudança no modelo de gestão da companhia. A Caern é responsável pelo abastecimento de água e pelo saneamento de milhares de potiguares, o que transforma qualquer decisão sobre seu futuro em um assunto que afeta diretamente a população.

Enquanto o debate político esquenta, o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgotos e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (SINDÁGUA/RN) se posiciona frontalmente contra a privatização. A entidade publicou um manifesto com uma mensagem direta: “Nossa luta é contra a privatização da Caern!”.

O sindicato afirma que a água não pode ser tratada como mercadoria e defende que a companhia continue pública. “Privatizar significa colocar o lucro acima das necessidades da população”, declarou a entidade, que também cobra uma Caern pública, eficiente e fortalecida.

A discussão coloca o governo Fátima Bezerra no centro de uma nova polêmica. Para os trabalhadores, qualquer avanço rumo à iniciativa privada representa uma ameaça ao caráter público da companhia. Já o governo apresenta a PPP como uma alternativa para ampliar os investimentos e melhorar os serviços de esgotamento sanitário.

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