A dificuldade do Governo Fátima Bezerra (PT) em manter em dia os repasses constitucionais aos municípios passou a ocupar espaço central na campanha eleitoral do Rio Grande do Norte e virou um dos principais pontos de crítica de Allyson Bezerra (União Brasil). A situação também atinge diretamente Cadu Xavier (PT), ex-secretário estadual da Fazenda e candidato apoiado pela governadora.
Durante debate promovido pelo Sistema Tribuna, Allyson classificou como “crime de responsabilidade” a retenção de recursos destinados às prefeituras. A Federação dos Municípios do RN (Femurn) afirma que, mesmo após o anúncio de um repasse de R$ 137 milhões, ainda haveria cerca de R$ 185 milhões em pendências, além de ter anunciado que acionaria órgãos de controle para cobrar a regularização.
O episódio expõe um dos pontos mais sensíveis da gestão estadual de Fátima, que reconheceu as dificuldades financeiras enfrentadas pelo Estado, mas atribuiu os atrasos à frustração de receitas. Em declaração recente, a governadora afirmou que “Infelizmente, este ano vem acontecendo uma frustração de receitas. Isso tem trazido dificuldades do ponto de vista do fluxo financeiro que o Estado dispõe para fazer face às suas obrigações”.
Fátima sustentou que o governo continua cumprindo suas obrigações básicas. A Femurn, porém, contesta a avaliação do Executivo sobre a regularização dos repasses e afirma que os pagamentos realizados não foram suficientes para eliminar todas as pendências.
O desgaste provocado pelo impasse financeiro refletiu nas colocações de Allyson referente à situação da administração petista, enquanto Cadu – que também se declara “Cadu de Fátima – precisa defender o legado de uma gestão da qual participou por anos. No debate, o candidato do União Brasil prometeu que, caso seja eleito, manterá os repasses aos municípios em dia e afirmou que os atrasos prejudicam diretamente áreas como saúde, educação e assistência social.



