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O ex-secretário da Fazenda do Rio Grande do Norte e candidato ao Governo do Estado, Cadu Xavier (PT), e outros 21 integrantes da cúpula da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) receberam R$ 4,43 milhões em indenizações de transporte entre 2020 e março de 2026. Os dados do Portal da Transparência incluem pagamentos ao próprio Cadu.

Do total, R$ 217,2 mil foram destinados ao candidato petista. Em 2025, os registros apontam R$ 97,8 mil em indenizações para Cadu, o equivalente a uma média de R$ 8,1 mil por mês. O benefício é pago para ressarcir deslocamentos profissionais realizados com veículos particulares, além da remuneração regular dos servidores.

Os pagamentos aos 22 integrantes do grupo cresceram ao longo dos anos. O montante passou de R$ 234,9 mil em 2022 para R$ 795,3 mil em 2023, alcançou R$ 1,43 milhão em 2024 e chegou a R$ 1,68 milhão em 2025. No período parcial de 2026, foram registrados mais R$ 251,9 mil.

A maior parcela foi destinada a sete coordenadores, que receberam R$ 1,46 milhão, seguidos por sete subcoordenadores, com R$ 1,34 milhão. Quatro integrantes do gabinete e secretários executivos, incluindo Cadu e seus adjuntos, concentraram R$ 971 mil. Outros R$ 666 mil foram pagos a quatro diretores de unidades regionais de tributação em Natal, Mossoró, Caicó e Currais Novos.

Cadu assinou, em junho de 2022, a Portaria nº 464, que regulamentou critérios, valores e mecanismos de controle da indenização, quando comandava a então Secretaria de Tributação. O benefício já existia e tem previsão no artigo 66 da Lei Complementar nº 122/1994. Nos anos seguintes, a regulamentação foi ampliada para contemplar gestores de unidades administrativas e seus substitutos.

A concessão dos valores, porém, é alvo de questionamentos sobre a comprovação dos deslocamentos, a relação entre as despesas efetivas e as indenizações pagas e a eventual utilização de veículos oficiais em atividades que justificariam o ressarcimento pelo uso de automóveis particulares. A portaria estabelece limite geral de quatro indenizações mensais por servidor. As dúvidas levantadas também envolvem a necessidade de visitas gerenciais presenciais e os mecanismos utilizados para fiscalizar as atividades informadas.

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