foto: reprodução

O deputado federal Sargento Gonçalves (PL) voltou a se pronunciar após a forte repercussão de uma entrevista em que respondeu “Exato” ao ser questionado sobre uma declaração envolvendo compra de votos. Depois da repercussão negativa, o parlamentar divulgou um vídeo nas redes sociais alegando que sua fala foi retirada de contexto e negando ter praticado qualquer irregularidade eleitoral.

Na gravação, Gonçalves endureceu o discurso e partiu para o confronto com adversários políticos. “A guerra começou. Se quiserem guerra, eu estou disposto”, afirmou. Em seguida, elevou ainda mais o tom ao declarar: “Estão mexendo com doido.”

O deputado também procurou afastar qualquer interpretação de que teria admitido a prática de compra de votos. “Procura no Rio Grande do Norte uma alma sequer que eu tenha comprado voto. Nunca comprei e nunca vou comprar”, disse. Apesar da negativa, afirmou que adversários estariam oferecendo entre R$ 200 mil e R$ 300 mil para atrair lideranças políticas, mas não apresentou provas nem citou nomes.

A polêmica começou durante entrevista ao programa Contraponto, da 96 FM. Na ocasião, ao comentar sua campanha, Gonçalves afirmou que “trabalha na base da compra de votos”. Diante da declaração, o jornalista Diógenes Dantas perguntou se ele se referia exatamente à compra de votos, recebendo como resposta: “Exato”. A fala rapidamente ganhou repercussão e passou a ser amplamente compartilhada nas redes sociais.

Somente após a reação pública, o deputado passou a sustentar que sua declaração foi mal interpretada e que pretendia denunciar uma prática que, segundo ele, ainda existe na política potiguar. A tentativa de esclarecer a entrevista, no entanto, não impediu que o episódio alimentasse questionamentos e críticas sobre a gravidade da declaração dada ao vivo.

O caso ocorre em pleno período eleitoral e amplia o desgaste político do parlamentar, já que a compra de votos é um dos crimes mais graves previstos na legislação eleitoral brasileira. Embora Gonçalves negue qualquer participação nessa prática, a entrevista e a posterior tentativa de explicar a declaração mantiveram o assunto no centro do debate político.

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