A nova pesquisa Metadata/Grupo Dial revela um cenário desfavorável para Álvaro Dias (PL) quando o assunto é rejeição eleitoral. Entre os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte, o ex-prefeito de Natal aparece com o maior percentual de eleitores que afirmam não votar nele de jeito nenhum, alcançando 18,7%.
Na segunda posição está Cadu de Lula (PT), com 16,7% de rejeição. A diferença entre os dois é de apenas dois pontos percentuais. O levantamento também mostra que Rodrigo Bolsonaro (Agir) aparece com 11,5%.
Já Allyson Bezerra (União Brasil) apresenta um cenário bem diferente. O candidato registra 6,7% de rejeição, percentual consideravelmente inferior ao dos dois principais adversários na disputa. Entre os demais nomes, Dário Barbosa (PSTU) tem 3%, Arinaldo do MLB (UP) soma 2,6% e Robério Paulino (PSOL) aparece com 2%.
O índice de rejeição ganha importância quando analisado junto às intenções de voto. Na mesma pesquisa, Allyson lidera a corrida pelo Governo do Estado com 34,2%, enquanto Álvaro Dias aparece com 24% e Cadu de Lula registra 17,1%.
A diferença entre intenção de voto e rejeição coloca Allyson em uma posição eleitoral favorável. Além de liderar a pesquisa estimulada, o candidato apresenta uma rejeição significativamente menor que a dos dois nomes que aparecem logo atrás na corrida.
Outro dado relevante é o tamanho do eleitorado ainda disponível para as candidaturas. 14,1% dos entrevistados afirmaram que não rejeitam nenhum dos candidatos e poderiam votar em qualquer um deles. Outros 10,8% disseram rejeitar todos os nomes apresentados, enquanto 13,8% não souberam ou não quiseram responder.
A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 8 de agosto de 2026, com 1.536 eleitores em 63 municípios do Rio Grande do Norte. O levantamento tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números RN-03682/2026 e BR-05736/2026.
Os números mostram que, além da disputa pela preferência do eleitor, os candidatos terão de enfrentar outro desafio durante a campanha: ampliar seus índices de aceitação e reduzir a parcela do eleitorado que já demonstra resistência aos seus nomes. Nesse aspecto, Allyson parte de uma situação mais confortável entre os principais concorrentes.



