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O candidato do União Brasil ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, afirmou nesta quinta-feira (24) que seus adversários devem retomar, nos últimos dias antes da eleição, assuntos que já foram discutidos durante a campanha. A declaração ocorreu após a circulação de novas notícias relacionadas à Operação Mederi, investigação que apura suspeitas de irregularidades no fornecimento de medicamentos a municípios potiguares, incluindo Mossoró.

Em vídeo divulgado pela campanha, Allyson não citou diretamente a operação, mas afirmou que informações já conhecidas poderiam voltar a ser utilizadas contra sua candidatura. “Nos próximos dias, devem requentar assuntos já esclarecidos, maquiar mentira velha”, declarou. O candidato, porém, não especificou quais informações considera esclarecidas nem apresentou no vídeo documentos relacionados às acusações.

A assessoria de Allyson afirmou que as notícias divulgadas recentemente não apresentam fatos novos e representam uma tentativa de gerar desgaste político na reta final da disputa. A campanha também não apontou quais adversários estariam por trás da retomada dos assuntos.

“Mas eu confio no povo do Rio Grande do Norte. O povo inteligente sabe separar fato de armação”, afirmou Allyson. Na sequência, o candidato disse que os adversários “entraram no modo de desespero” por causa do “medo da força do povo”.

Allyson também citou seu desempenho nas pesquisas eleitorais e relacionou a vantagem apontada pelos levantamentos à possibilidade de mudança no comando do Estado. O vídeo, no entanto, não especifica quais pesquisas foram consideradas pelo candidato. A assessoria também menciona a possibilidade de vitória no primeiro turno, sem apresentar, na gravação, números para sustentar essa previsão.

“O desespero do outro lado vai ficar ainda maior. Essa não é uma eleição qualquer no nosso estado. É a chance do Rio Grande do Norte viver uma mudança de ciclo, uma virada histórica. E eu sei que há muito interesse em jogo. E ninguém pode achar que vão facilitar, que vão abrir caminho.”, destacou.

Durante a fala, o candidato comparou a atual disputa com a eleição municipal de 2020, quando venceu a eleição para a Prefeitura de Mossoró. “Mas quem aprendeu a correr no mato não tem medo de espinho”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “O povo se uniu, teve coragem de mudar, nós vencemos e mudamos a cidade”.

Allyson afirmou ainda que sua candidatura enfrenta “duas grandes estruturas” e relatou episódios que, segundo ele, fazem parte das ações contra sua campanha. Entre os exemplos citados estão supostas tentativas de derrubar suas redes sociais, perfis falsos com conteúdo patrocinado e a presença de um drone nas proximidades de sua residência. O candidato não apresentou, no vídeo, elementos que identifiquem os responsáveis pelos episódios.

“Nós estamos falando de duas grandes estruturas nacionalmente fortes que estão contra nós, que estão fazendo de tudo, de tudo para impedir nossa vitória. Eu sei o tamanho disso. Já tentaram derrubar minhas redes sociais, botaram drone rondando minha casa, minha família, pessoas colocadas em eventos para nos constranger. Também já identificamos perfis falsos na internet, patrocinando conteúdo ilegal. Tentaram até tirar a nossa candidatura.”, disse.

A assessoria informou que Allyson participou de debates e sabatinas, respondeu a questionamentos da imprensa e continua apresentando propostas para áreas como saúde, educação, segurança, geração de empregos, recuperação de estradas, abastecimento de água e desenvolvimento econômico.

Operação Mederi

Deflagrada em 27 de janeiro pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), a Operação Mederi investiga suspeitas relacionadas ao fornecimento de medicamentos para municípios do Rio Grande do Norte. O caso voltou ao noticiário local nesta semana após a divulgação de gravações atribuídas às investigações.

A campanha de Allyson sustenta que o material divulgado recentemente não apresenta fatos novos em relação ao que já havia sido tornado público. No vídeo, o candidato pediu aos apoiadores que acompanhem as informações divulgadas nas redes sociais e durante as atividades de campanha até a votação, marcada para 4 de outubro.

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